quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Balanço literário de 2008



Devo dizer que este ano, em termos de leituras, foi bastante produtivo!

Li 46 livros (22 a mais que em 2007) e gostei muito da maior parte deles.

Dando uma vista de olhos rápida pela lista de livros lidos, cheguei à conclusão de que as minhas viagens literárias foram variadas. Passei pelo Bairro Social de Inglaterra onde pairava a corrupção, prostituição, droga e violência mas conheci uma mulher fabulosa que teve o azar de ter nascido e crescido nesse bairro e também passei pelo Bairro Social Australiano onde conheci umas personagens bizarras mas interessantes; transpirei de terror numa história sanguinária de telemóveis; atravessei a guerra passada no Iraque e, no meio de pó e barulho das metralhadoras, amei um cãozinho tão amoroso; aprendi algumas coisas sobre piercings e tatuagens; conheci os últimos czares da Rússia; visualizei um amigo imaginário de uma criança que me fez rir e chorar; escutei as conversas trocadas entre as duas crianças alemã e judia no campo de concentração da II Guerra Mundial; “vivi” a aventura e a emoção na África; entrei no mundo estranho dos computadores e da bruxaria; entusiasmei-me incrédula com os recordes da Guiness; vi a nascer uma história de amor a partir do mundo virtual; participei num mundo circense dos elefantes e voei com os trapezistas; tornei-me espia ao lado das mulheres da SOE no tempo da II Guerra Mundial; envolvi-me na política e na competição das Ciências; testemunhei um amor entre duas mulheres e também entre dois homens; estive na ilha dos leprosos na Grécia; sofri com as duas mulheres no Afeganistão mas testemunhei uma bela amizade entre elas; recuei ao século XVIII na China e escutei a sabedoria destas mulheres chinesas; descobri o escândalo financeiro; testemunhei as terapias de regressão a vidas passadas...

Os livros que mais me marcaram profundamente foram:

01. Duas Mulheres, de Martina Cole
07. The Kitchen Boy - Os Últimos Dias dos Romanov, de Robert Alexander
08. Se me Pudesses Ver Agora, de Cecilia Ahern
10. O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne
11. Irmãs de Sangue, de Stephanie e Barbara Keating
31. A Ilha, de Victoria Hislop
32. Salto Mortal, de Marion Zimmer Bradley
33. Tim, de Colleen McCullough
38. Mil Sóis Resplandecentes, de Khaled Hosseini
40. Só o Amor é Real, de Brian L. Weiss



sábado, 27 de dezembro de 2008

Escândalo




Sinopse:
Lucinda e Nigel. Elizabeth e Simon. Debbie e Richard. As suas vidas eram privilegiadas e o futuro sorria-lhes. Mas um dos maiores escândalos financeiros de sempre na Grã-Bretanha destrói tudo o que haviam construído e põe em causa a própria base das suas vidas. Casamentos e carreiras, famílias e amigos. Quem sobreviverá a estas tragédias pessoais? Quem apoia e quem trai?

Uma história de ascensão e queda, de paixão e abandono, capaz de abalar todas as nossas convicções sobre a vida e sobre nós próprios.

Afinal, tem a certeza que sabe como se comportaria se a sua vida mudasse drasticamente? Se o seu futuro estivesse em perigo?
Pode, com toda a convicção, dizer o que faria se perdesse tudo?


Minha Opinião:

Gostei, não o livro em si, mas sim o tema em questão. Achei-o interessante.

É sobre o escândalo financeiro. Quem não tem conhecimentos de finanças, pode pensar que deve ser uma história bem complicada ou uma maçada, mas não é.

A história centra-se à volta das personagens, nomeadamente, as vítimas.

Apresenta-se quatro famílias: Beaumont, Fielding, Cowper, Morgan ... Eram membros de uma seguradora Llody´s que constitui vários consórcios de seguros, entre quais, marítimo, industrial, etc. Estes membros recebiam, em cada ano, elevados lucros. Durante 10 anos têm sido assim, recebiam imenso dinheiro, viajavam bastante, compravam muitas casas e acções, etc.

O consórcio principal da Llody´s começou a ter graves problemas, devido a asbestose (as industrias de automóveis e imobiliários utilizavam amianto, um produto tóxico que provocou cancro a muita gente) e, então, este consórcio deve que pagar elevadas indemnizações e causando assim elevados prejuízos à Llody´s e, por conseguinte, aos membros que tiveram que pagar montanhas de dívidas. Não é o caso para se ter pena deles, pois tinham recebido muito dinheiro durante vários anos e já seria de esperar destes riscos, de que um dia podia acontecer…
Mas não é este o escândalo que intitula o livro, é outra coisa, o que a seguradora fez depois para remediar estes prejuízos.

Sou uma ignorante de economia ou de finanças, pouco percebo deste assunto, mas a autora conseguiu dar-me uma ideia nítida acerca disto tudo. Portanto, é inteiramente acessível a pessoas que desconhecem este género de assunto.

A história passa-se mais em torno das vítimas, sobretudo, o que lhes vai acontecer. Infelizmente, desiludiu-me... Tive mais a sensação de estar a ver uma novela ou uma série, de estar a acompanhar as personagens exteriormente em vez de interiormente. Ou seja, não senti, por exemplo, a mínima aflição deles ou algo assim. Foi essa, a força emocional, que achei em falta na história…

Mas, apesar desta falta e da pobreza literária, gostei. Prendeu-me. Não consegui alargar o livro! Confesso que esperava outro final, estava com umas expectativas altas, não foi o que pensei que acabasse. Afinal, os ricos safam-se sempre… Achei irónico a forma como a autora construiu estas personagens, sendo os ricos como as melhores pessoas, de coração bondoso e tudo mais. Belos, ricos, snobes, e … extremamente bondosos.

Gostei especialmente da Debbie Fielding e da Catherine Morgan, foram as minhas preferidas.

Recomendo para quem se interessa pelo tema e para quem gosta de literatura muito "light".

Classificação: 3/5



Outras opiniões:
Aqui #1 (foi a opinião da marcia que me motivou para lê-lo)

sábado, 13 de dezembro de 2008

O Segundo Ano no Colégio das Quatro Torres




Sinopse:

Mais entusiasmadas do que nunca, Diana, Celeste e Milu voltam às Quatro Torres para mais um ano escolar.
Alice continua a pregar as partidas mais incríveis.
Eduarda revela-se uma heroínam Milu mostra ser uma verdadeira amiga e Helena uma jovem muito determinada.
Não fiques de fora deste divertido colégio interno.
Junta-te a estas raparigas aventureiras no regresso ao Colégio das Quatro Torres.


Minha opinião:

Mais uma vez, esta leitura deliciou-me bastante, muito mais do que a anterior. Foi bom reencontrar Diana, Celeste e Milu e conhecer novas colegas como Belinda, Helena e Eduarda. São todas diferentes, cada uma com as suas características e defeitos e, no entanto, todas especiais à sua maneira.

Esta história tem mistério, um pouco do género de “Os Cinco” ou “Os sete”, mas nada de bandidos e policia! Apenas que alguém andava a roubar as coisas valiosas das alunas...
Como esta colecção é destinada para os leitores mais jovens, tive facilidade de adivinhar a ladra. Mas, apesar disto, soube-me muito bem ler este mistério, está bem estruturado e é capaz de nos prender de uma forma vidrada (para mim, funcionou!).

Milu surpreendeu-me em cada capítulo. Devo dizer que esta aluna é uma rapariga-exemplo, a quem todas as raparigas devem seguir.
Milu ajudava uma colega que tinha dificuldades em relação a uma disciplina porque gostava dela e queria ser sua amiga. Ao principio, a colega serviu-se dela… Mas, Milu fez uma coisa incrível apesar de a colega a ter usado!

«– Vou levá-lo porque sou amiga da Eduarda – respondeu Milu com voz trémula – Ela pode não ser minha amiga, mas se eu sou amiga dela vou continuar a querer ajudá-la.»

E Milu dava tudo, sem pedir nada em troca. Um grandioso exemplo de uma verdadeira amiga.
Hoje em dia, a maioria espera sempre receber algo em troca e não a dar apenas.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Primeiro Ano no Colégio das Quatro Torres


Sinopse:


Diana Rivers enfrenta um grande desafio - ser uma das melhores alunas do 1ºano no cólegio interno das Quatro Torres. Mas conseguirá ela o seu propósito com tantas partidas e brincadeiras? Diana e as suas novas amigas são postas à prova em situações qie revelam a coragem da pequena Milu, a sensatez da catarina, a vaidade da Ludovina e a bondade da Celeste.

Minha opinião:

Esta colecção "Colégio das Quatro Torres" foi uma das poucas colecções de Enid Blyton (uma das minhas predilectas escritoras) que não cheguei a ler durante a minha adolescência. Eu adorava "os Cinco", "os Sete", "Uma aventura", foram leituras deliciosas!

Soube-me bem pegar este livro, as saudades que já tinha de ler os livros desta escritora! Foi uma leitura muito divertida!

Achei este colégio interno um paraíso. Situava-se num topo de uma falésia com o mar à vista e tinha ainda enormes jardins e uma piscina natural.
Achei muito engraçadas as partidas que as alunas pregaram às professoras, como por exemplo, aquela partida numa aula de francês em que uma aluna fingiu que estava surda (eu encontrava-me num café público quando li esse episódio e tive que fazer todo o esforço para não me rir alto, foi demais!).
Gostei muito de acompanhar a Diana, a Celeste e a Milu.

Este livro transmite uma forte mensagem: as verdadeiras amigas são aquelas que menos "desejamos" à primeira vista ou que nunca pensamos que viessem ser as nossas melhores amigas mais tarde.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Leque Secreto


Sinopse:

Numa remota localidade chinesa do século XIX, assistimos ao desabrochar de uma das mais belas e inquietantes histórias de amizade. Numa sociedade em que as mulheres desempenham um papel de total submissão, resta-lhes a esperança de um bom casamento para minimizar o facto de serem raparigas – e uns pés delicados e sedutores podem garantir um futuro próspero. O primeiro passo é enfaixá-los com ligaduras para que mais tarde adquiram uma forma e tamanho perfeitos. Este é um momento de grande sofrimento que Lili terá de suportar com apenas sete anos, mas em breve conhece Flor de Neve, a jovem escolhida para ser a sua laotong – uma espécie de irmã de juramento – e estabelece-se entre elas uma ligação emocional que durará a vida inteira. Com o passar dos anos, as duas mantêm uma amizade profundamente sincera e cúmplice, trocando mensagens e poemas em nu shu – uma linguagem secreta feminina – inscritos num leque de seda, onde partilham sentimentos, sonhos, mágoas e esperanças. Mas um dia os laços de amor que sempre as uniram serão postos em causa… Obra vencedora do Southern California Booksellers Association Award para melhor romance de 2005.


O Leque Secreto é o relato fascinante, delicado e por vezes doloroso de duas vidas que se tocam e se completam, imortalizando um amor que superou barreiras sociais, políticas e morais.

“Um retrato intenso e extraordinariamente realista de uma mulher marcada pelo sofrimento, e da amizade que lhe dá forças para sobreviver.”
Arthur Golden, autor de "Memórias de uma Gueixa"

A minha opinião:

Foi uma leitura envolvente que me prendeu do princípio ao fim. Uma escrita bastante fluente e nítida, carregada de sentimentos profundos e tocáveis.
A história passa-se no século 19 numa província de Jiangyong e é sobre mulheres chinesas daquele tempo, o enfaixe dos pés, os casamentos, as tradições, mas é sobretudo sobre nu shu – uma linguagem escrita que foi criada pelas próprias mulheres em que só elas conheciam estes códigos (era interdito aos homens, estes não podiam saber este tipo de linguagem) e sobre a relação laotong (uma ligação entre duas mulheres para toda a vida em que podiam partilhar todos os sentimentos, uma espécie de ligação de “amiga-irmã”).
A escritora, antes de construir esse romance, conheceu pessoalmente a última mulher chinesa que utilizava nu shu, Yang Huanyi, que na altura tinha noventa e seis, e foi através dela que soube a história do enfaixe de pés, as festividades e os casamentos (estão contados pormenorizadamente no livro).
Yang Huanyi
E depois conheceu uma professora que actualmente ensina nu shu que lhe contou as histórias das avós que utilizavam nu shu.
Ainda há um museu de Pequim onde estão expostos documentos em nu shu: leques, bordados, cartas, etc. Mas existem poucos escritos em nu shu, uma vez que os manuscritos eram queimados ou enterrados com suas autoras.

Após uma profunda pesquisa, a escritora construiu um belo romance, criou duas personagens fictícias: Lírio e Flor de Neve, e acrescentou os factos históricos verídicos.
É um romance muito fácil de ler e de imaginar, é próprio para qualquer leitor que não tem nenhum conhecimento histórico acerca da China, e além disto, as palavras parecem ter vida. Senti dor, tristeza, amor, raiva, traição, ódio, remorso, tudo como se estivesse dentro das personagens. Também me identifiquei com alguns sentimentos delas.
É uma comovente história de amizade, mas eu diria que é amor profundo ou um casamento de emoções entre duas mulheres. Elas eram definitivamente uma só.
A escritora escreveu esta história com o coração, com uma sensibilidade extrema e amor.
Gostei muito, amei!

domingo, 30 de novembro de 2008

Natal...

Tenho que começar já a seleccionar os livros para presentes de Natal. Normalmente, dão-me um vale da Fnac que chega para 5 ou mais livros, por isso terei que escolher bem, principalmente aqueles que mais desejar ler, com sinopses extraórdinarias,polémicas ou cativantes, não devo dar demasiada importância ao nome do autor ou ser atraída pela popularidade do livro em questão, mas sim sobretudo à história em si!
Para ver a sinopse de cada livro, clique sobre cada imagem.




quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Muitas Vidas, Muitos Mestres


Sinopse:
Como psicoterapeuta tradicional o Dr. Brian Weiss sentiu-se espantado e ao mesmo tempo céptico quando uma das suas pacientes começou a recordar traumas de vidas passadas que pareciam conter a chave para os seus pesadelos constantes e ataques de ansiedade. No entanto, esse cepticismo cedeu quando ela começou a canalizar mensagens do «espaço entre vidas» que continham revelações notáveis sobre a família do Dr. Weiss e o seu filho já falecido. Usando a terapia de vidas passadas foi capaz de curar a paciente e iniciar uma nova fase da sua carreira muito mais significativa. Comovente e inspirador, este livro cativará todos aqueles que se interessam por terapia através da regressão a vidas passadas.


A minha opinião:

Este livro, apesar de ser muito interessante e bastante útil, tratando-se de um tema fascinante e, ainda por cima, de uma história verídica, não é tão envolvente como o anterior "Só o Amor é Real" (clique aqui). É um pouco mais descritivo... Há partes em que o psiquiatra procura interpretar ou justificar as acções observadas na paciente enquanto hipnotizada, ou seja, relata as suas próprias divagações sobre os extraordinários resultados da hipnose. Portanto, isto faz com que quebre o desenrolar espontâneo da história.
Ainda devo referir que há partes repetitivas em relação a hipnose, mas estas repetições são necessárias (não vou dizer porquê senão estaria a revelar todo o conteúdo do livro!). Deste modo, exige muita paciência da nossa parte na leitura...
E, como seria de esperar, pelo facto de ter lido o livro anterior, achei esta história previsível ou esperada. Já sabia que a Catherine iria ficar "curada" ou liberta de medos, fobias, ansiedade...
Contudo, apesar das repetições e da previsibilidade, valeu a pena esta leitura, deu-me a ficar a saber mais coisas!

O psiquiatra Dr. Brian Weiss era bastante céptico de reencarnação, só acreditava em factos científicos ou concretos, até à altura em que recebeu a paciente Catherine que sofria de muitos pânicos atrozes e estava a piorar de dia para dia... O psiquiatra já tinha feito hipnose por regressão de idade (significa que recuamos à nossa infância e visualizamos tudo com uma nitidez como se fossemos outra vez criança mas sob a perspectiva da nossa consciência adulta)... Fez isto à paciente e não lhe deu resultado, a Catherine continuou na mesma. Era costume dar aos pacientes fármacos antidepressivos mas eles nunca estavam verdadeiramente curados, ficavam apenas "adormecidos" ou "drogados". Felizmente, o psiquiatra não receitou a medicação à Catherine, queria-a "desperta" para terapia e, um dia, decidiu experimentar a hipnose por regressão a vidas passadas... A partir daí, tudo mudou! Foi uma descoberta fenomenal e uma mudança drástica de 360º para ambos!

Os livros de Dr. Brian Weiss não são para nos fazer acreditar, mas sim são apenas histórias verídicas que de facto aconteceram. Depois, fica ao critério de cada leitor acreditar ou não. Também são livros que nos permitem pensar e nos ajudam a despertar para uma harmonia e paz espiritual.


Classificação: 4/5 (indispensável!)

P/ mais informações:
Aqui #1 (do blog Folhas de Papel)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Casa dos Anjos



Sinopse:

A Casa dos Anjos é uma vivenda de um bairro mal afamado de Sidney para onde vai viver a jovem Harriet Purcell. São os anos 60, Harriet tem 21 anos e não suporta o ambiente opressivo da sua família burguesa.
Na nova casa, Harriet entra em contacto com um mundo bizarro e cativante. Estabelece relações com os outros inquilinos, um pintor sem recursos, um emigrante alemão apaixonado por música e culinária, um casal de namoradas. Sobretudo, inicia uma amizade especial com a dona da casa, a senhora Schwartz - cartomante, vidente e médium - e com a sua filha, a pequena Flo, que é muda.
No decorrer de um ano intenso, Harriet descobre o amor, o sexo, a liberdade e a afirmação de si própria. Mas quando uma tragédia se abate sobre a casa, a jovem tem de reunir todas as suas forças para salvar Flo de um destino de solidão e dor.

«Um absorvente drama familiar, repleto de paixão, tragédia, amor e… sexo.»
Sunday Telegraph

«Deliciosamente viciante… uma história clássica de poder e riqueza. Uma leitura a não perder.»
Sainsbury's Magazine

A Minha Opinião:
É uma história diferente em que a personagem principal, Harriet Purcell, conta no seu diário as suas aventuras sucedidas num bairro social australiana.
A escrita é muito engraçada (suscitou-me algumas gargalhadas) e ao mesmo tempo envolvente. Contém um pouco de suspense, ou seja, faz com que o leitor fique a especular de como irá a história terminar, e o final é realmente surpreendente.
Achei interessante a variedade de personagens, foi o que mais gostei do enredo, deu-me a parecer uma novela australiana um tanto bizarra!
Gostei bastante da personagem principal, um verdadeiro exemplo de mulher confiante e segura, que sabia o que queria e não se deixava sofrer ou ser-se influenciada por coisas fúteis de amor, e ainda mais, respeitava a diferença de todas as pessoas ou via-as como pessoas. Por isso, achei este livro especial mas, fora disto, não é uma obra prima ou que merecesse na classificação 5 estrelas, pois é simplesmente um "diário". Mas é bom, está relatado de uma forma que nos prende do princípio ao fim, é um espaço literário de "convívio" com personagens invulgares mas cativantes, ou seja, é um reflexo amplo das diferenças sociais. E, além disto, é comovente, mesmo de tocar o coração!

Classificação: 3/5 (vale a pena!)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Só o Amor é Real




Sinopse:

Pedro e Elisabeth não se conheciam e não tinham nada em comum, excepto o facto de serem ambos jovens e de sofrerem de ansiedade e depressão. Começaram a fazer terapia com o Dr. Brian Weiss e esta circunstância, aparentemente casual, revelou-se um verdadeiro estratagema do destino. Graças à sua mente aberta e à sua experiência com terapia por regressão, revelada no seu best-seller Muitas Vidas, Muitos Mestres, o Dr. Weiss intuiu desde logo que Pedro e Elisabeth estavam intimamente ligados um ao outro. Ambos descreviam, com uma nitidez espantosa, experiências das mesmas vidas passadas. Seria possível que eles se tivessem amado ao longo de várias vidas e que estivessem agora separados? Só o Amor é Real descreve o longo e, por vezes, doloroso processo da reunião destas almas gémeas e a emocionante descoberta do amor que as uniu ao longo de séculos. Mas revela também uma importante mensagem: que cada um de nós tem uma alma gémea, uma pessoa que nos acompanha ao longo das nossas vidas.


A Minha Opinião:

Adorei, simplesmente fabuloso e divinal, uma história veridica contada sob a forma de romance, sobre a regressão a vidas passadas, ou seja, sobre a terapia por hipnose.
É lindo como o Pedro e a Elisabeth se encontraram, como as duas almas gémeas se reencontraram.
Fez-me arrepiar as suas viagens a vidas passadas, o modo como eles descreviam os pormenores passados do ambiente, do vestuário e das acções, os seus reencontros com os entes queridos já falecidos em vidas passadas e esta certeza de que se vão reencontrar em vidas posteriores, a maravilhosa ligação de um amor forte com uma alma gémea...
O Amor é a verdadeira razão da existência!
E, ainda mais, a hipnoterapia é a cura de todos os males como fobias, depressão, ansiedade, baixa auto-estima, falta de auto-confiança, insónias, raiva, etc. Temos tudo isto devido a vidas passadas.
O livro fez-me abrir os olhos a novos horizontes da Vida e ao verdadeiro significado do Amor...

Vou deixar aqui uma parte do livro, da página 17, capitulo 1:

«Há sempre alguém especial para qualquer um de nós. Frequentemente existem duas ou três, ou mesmo quatro. Provêm de diferentes gerações. Viajam através dos oceanos do tempo e das profundezas das dimensões celestiais para estarem novamente connosco . Vêm do outro lado do Céu. Estão diferentes, mas o seu coração reconhece-os. Coração esse que os teve nos braços de que então dispunha, nos desertos banhados pelo luar do Egipto e nas planícies primitivas da Mongólia. Cavalgaram juntos nos exércitos de um general-guerreiro esquecido, e viveram juntos nas cavernas agora soterradas dos Anciãos. Estão unidos pela eternidade e nunca estarão sós.

A sua cabeça pode dizer: “Mas eu não o conheço”. Mas o seu coração sabe que não é assim.

Ele pega-lhe na mão pela primeira vez, e a memória do seu toque transcende o tempo e perturba profundamente todos os átomos do seu ser. Ela olha-o nos olhos e você vê nela uma alma que foi sua companheira através dos séculos. O seu estomâgo revira-se. Os seus braços ficam arrepiados. Tudo o que é exterior a este momento perde a importância.

Ele pode não reconhecê-la, mesmo que finalmente se tenham encontrado de novo, mesmo que você o reconheça . Você consegue sentir o laço da união. Consegue ver o potencial, o futuro. Mas ele não . Os seus medos, o seu intelecto, os seus problemas mantêm um véu sobre os olhos dos seu coração. Ele não a deixa ajudá-lo a remover esse véu. Você lamenta-se e sofre, e ele segue o seu caminho. O destino pode ser tão volúvel.

Quando ambos se reconhecem, nenhum vulcão poderia entrar em erupção com mais paixão. A energia libertada é tremenda.

O reconhecimento das almas pode ser imediato. Um sentimento súbit0 de familiaridade, a sensação de conhecer esta nova pessoa a uma profundidade muito para além daquela que a consciência poderia conhecer. A uma profundidade geralmente reservada aos familiares mais íntimos. Ou ainda mais do que isso. Saber intuitivamente o que dizer, como vão reagir. Um sentimento de segurança e confiança muito maior que aquele que alguma vez poderia ser conquistado num dia, numa semana ou num mês.

O reconhecimento de almas também pode ser lento e subtil. Uma alvorada gradual à medida que o véu é gentilmente removido. Nem todos estão preparados para o reconhecimento imediato. Há que dar tempo ao tempo, e muita paciência pode ser necessária para aquele que vê primeiro.

Pode despertar para a presença de uma alma companheira através de um olhar, um sonho, uma memória ou sentimento. Pode despertar pelo toque das suas mãos ou dos seus lábios, e a sua alma é reanimada de volta à vida plena.

O toque que desperta pode ser o de um filho, de um dos pais, de um irmão ou de um verdadeiro amigo. Ou pode ser do seu amado, procurando através dos séculos beijá-la mais uma vez para relembrá-la de que estão juntos, sempre, para a eternidade.»


Classificação: 5/5 (altamente recomendado!)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Casa na Praia



Sinopse:

Quando casou, Sydney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro. Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva à loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio.
Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino prega-lhe uma partida, e o seu segundo marido morre subitamente no hospital onde trabalha.
Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão na magnífica costa do New Hampshire. O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas.


A Minha Opinião:

Gostei mais ou menos! Nem muito, nem pouco.
Ao principio, achei uma confusão porque a história começa com muitas personagens. Quem é o homem que segura a toalha? Que faz a Sidney ali? Quem são Mr e Mrs Edwards? Quem é a Julie? Quem são os hospedes? Etc.

É uma história vulgarzinha, nada de especial, é sobre uma mulher chamada Sydney, casada duas vezes que teve depois o azar de se ter divorciado e ficado viúva...
Na casa de praia, onde a Sydney vai passar durante o Verão, vai lhe acontecer algo e é o que vamos testemunhar.

Estive quase para desistir, já estava a ficar sem paciência, a suspirar de frustração, a sapatear o sapato no chão e a pensar "Para onde é que isto vai dar?", até que surpreendemente cheguei a uma parte do enredo que me fez agarrar ao livro, graças a uma personagem muito especial: a Julie. Foi quem mais me cativou e achei uma pena por ela ter sido uma personagem secundária ou fugidia.

O que não gostei do livro, foram a existência de muitos diálogos insignificantes e a repetição de descrições que achei desnecessárias. Cheguei a ler na diagonal ou saltar partes maçudas.

Não é o livro que valesse a pena comprar, ainda bem que o pedi emprestado. É mais indicado para se distrair e a boa altura para o ler é no Verão, deitada sobre a areia sob as caricias do sol na pele...

Classificação: 3/5


Observações:

Li outros livros da Anita Shreve entre quais: "A Praia do Destino", "Luz na Neve" e "Casamento em Dezembro", e de todas que gostei mais, foi o primeiro, sem dúvida, o melhor romance da escritora e é a que recomendo mais.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mil Sóis Resplandecentes





Sinopse:

Mil Sóis Resplandecentes é um romance pleno de sensibilidade que conta já com mais de meio milhão de exemplares vendidos e os lugares cimeiros dos tops dos diversos países onde se encontra publicado. Tendo como pano de fundo as convulsões sociopolíticas que abalaram o Afeganistão nas últimas três décadas, conhecemos Mariam e Laila, duas mulheres que a guerra e a morte obrigam a partilhar um marido comum e cuja coragem lhes permitirá lutar pela sua felicidade num cenário impiedoso. Uma obra inesquecível que evoca o que há de mais intrínseco a todos os seres humanos: o direito ao amor, a um lar e à integridade.


A Minha Opinião:

Ao principio custou-me a pegá-lo mas chegara a altura de o fazer. Já há bastante tempo, desde que saiu publicado nas livrarias no ano passado, que andava de olho neste livro devido à capa ser linda e também ao facto de o autor ter recebido críticas exuberantes. Custou-me porque já conhecia as histórias do Afeganistão (a invasão soviética, a chegada dos talibans, as barbaridades que as mulheres sofreram devido aos talibans), pois li dois livros: "O livreiro de Cabul" e "Face Negada".

Ainda bem que o li! Surpreendeu-me muito pela positiva!
Amei o livro, apesar de haver partes terrivelmente chocantes ou demasiado violentas, porque: primeiro, está escrita de uma forma que nos toca, as palavras profundas e ironicamente belas, que nos faz agarrar e continuar a ler, que nos faz rir e chorar, até mesmo doer a valer, sentir tudo como se estivéssemos lá; segundo, trata-se de uma amizade linda entre duas mulheres afegãs, a maneira como elas suportavam tudo tendo uma à outra, e também fala docemente da maternidade.
É um livro de extrema sensibilidade, sem dúvida, marcante e inesquecível. A vontade que tive de as tirar de lá ou de as proteger foi desesperante e aflitiva, muitas vezes me faltando o ar de tanta raiva! E, no fim, derramei lágrimas em nome de todas as mulheres afegãs que tiveram o mesmo destino que Mariam e Laila.

Vou sublinhar aqui da página 76 do livro:

«Mariam, estendida no sofá, as mãos enfiadas nos joelhos, contemplava o turbilhão de neve que rodopiava do outro lado da janela. Recordou-se de Nana ter dito um dia que cada floco de neve era um suspiro soltado por uma mulher magoada algures no mundo. Que todos os suspiros subiam para o céu, se reuniam em nuvens e depois se desfaziam em minúsculos pedaços, caindo silenciosamente sobre as pessoas cá em baixo.
Em lembrança do que sofrem as mulheres como nós, dissera ela. De como suportamos silenciosamente tudo o que nos cai em cima

Classificação: 5/5 (Excelente)


Outras opiniões:
canochinha (foi a sua opinião que determinou a minha decisão de comprar e ler este livro)
Um Livro no Chá das Cinco


Imprensa:

Entrevista da Bertrand:
Khaled Hosseini retratou o Afeganistão por dentro em dois livros, transformados em fenómenos literários que comovem multidões.

Entrevista do Sol:
Mil Sóis Resplandecentes, segundo romance de Khaled Hosseini, editado em Portugal

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Livro do Mês (Sugestão)

Para o mês de Outubro, sugiro este livro:

Frankenstein
Autor(es): Mary Shelley
Tradutor(es): Fernanda Pinto Rodrigues
Tipo de livro: Romance
Editora: Publicações Europa-América
Colecção Livros de Bolso Europa-América
Data da edição: 1995
Data da edição original (Editora da 1ª edição): 1818
Nº de páginas: 152
Género: ficção científica/Horror



Li este livro em Fevereiro de 1995 mas ainda me recordo bem da história e do modo como me marcou profundamente!

Se pensam que é um livro de terror, então estão redondamente enganados! Na verdade, o monstro que aparece na maior parte dos filmes é visto como o mau ou um assassínio cruel que assusta toda a gente. Pois, nada disto se passa no livro!

A história é extremamente sentimental. Entramos para o interior do monstro e assim "vemos" os seus sentimentos mais profundos: o horror e o medo que a criatura sentiu em relação ao seu próprio corpo; a confusão perante a vida, o espaço, tudo estranho e desconhecido; o choque com a rejeição e os gritos das pessoas sem saber porquê... Depois acompanhamos a sua descoberta da comunicação e a auto-aprendizagem às escondidas, a descoberta do amor e o desejo de ser amado; o surgimento da terrivel dor de solidão e de abandono... Este monstro foi amigo de uma familia pobre, fazia-lhe surpresas, trazia comida à porta, e o que aconteceu depois, não conto. O monstro tinha um lado bom, uma alma sensivel e humana aprisionada num corpo horrendo. Então, porque é que se tornou mau? Basta imaginar, se fossemos nós como este monstro, como iríamos sentir ou reagir?

De facto, apresenta uma forte carga emocional. Fez-me chorar e sentir pena do monstro, revoltar e ter ódio ao criador por o ter feito e depois o ter abandonado!

É um dos meus livros predilectos e preferidos! Recomendo altamente!


Cinematográfica:

Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome Mary Shelley's Frankenstein (com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein), Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original.








domingo, 12 de outubro de 2008

Português Suave


Sinopse:

Temos de enfrentar os nossos fantasmas... pelo menos uma vez na vida.

Na década de quarenta, Mercês Perestrello é dada como louca e afastada dos seus filhos. Nos anos sessenta, as gémeas Maria Teresa e Maria Luísa seguem caminhos opostos em busca da (mesma) felicidade. Quarenta anos depois, as primas Leonor e Naná desvendam segredos nunca antes imaginados. São três gerações de mulheres a desafiar os brandos costumes, mas apenas uma a descobrir a verdade.
Num país em que a prudência aconselha a seguir a máxima uma coisa de que não se fala não existe, a vontade de subverter todas as regras irá mudar o destino de uma família.



A Minha Opinião:

Gostei.

Foi o primeiro livro que li da Margarida Rebelo Pinto e gostei de o ter experimentado.

Ao princípio, nos três primeiros capítulos achei confuso, porque no primeiro capitulo é uma personagem que narra na primeira pessoa e no capítulo seguinte é a outra personagem que está na primeira pessoa.

Quem leu os livros da Jodi Picoult, verá que é do mesmo género, estamos numa personagem e depois mergulhamos noutra. Em cada capítulo não diz logo quem é a personagem, só depois de lermos umas quantas linhas é que sabemos. Mas gosto disto, parece um puzzle, vamos encaixando de uma personagem à outra e vamos sabendo desta forma como é que cada uma das personagens sente ou reage.

A escritora escreve “pelos cotovelos” e usa pitadas de humor negro, ri-me com algumas coisas, como por exemplo, «cheguei a um beco sem saída e quando me senti no fundo, olhei para cima e disse para mim mesma: agora vais ter de subir a puta da montanha, quer queiras quer não, senão cai-te um piano, um avião ou uma bomba neste buraco em que te meteste e nunca mais levantas os cornos», realmente é uma linguagem que choca mas é a grande verdade. E não é só… O livro conta muitas verdades que a maior parte das pessoas não quer acreditar ou não gosta de admitir. A sociedade gosta de acreditar as tradições e dar as boas aparências quando na realidade é tudo a fingir.

Este livro é uma espécie de novela familiar da alta sociedade do Estoril.

A Maria Teresa e a Maria Luísa são irmãs gémeas e, contudo, tão contraditórias.
A Maria Teresa é uma mulher “perfeita”, “certinha” ou “correcta”, bem tradicional, acima de tudo, um tipo de mulher que a sociedade gosta de ver e respeitar. Faz bons papéis de esposa, mãe e avó. É uma mulher de cinco estrelas.
A Maria Luísa é a considerada “maluca” a que tem muitos casos ou que não assenta na vida, é portanto mal vista pela sociedade, mas, na realidade, é apenas uma mulher que se apaixonava facilmente e teve muitos azares; esta é que é uma mulher de mentalidades abertas e que tem uma grande sabedoria de Vida.
A Leonor é como a sua mãe Maria Teresa que sonha ter uma família perfeita e estável e a Naná é como a sua mãe Maria Luísa.

Gostei desta família até construí uma árvore genealógica à medida que fui lendo. Fiquei chocada com o que fizeram à avó Mercês e já desconfiava o que a Leonor e a prima Naná iriam descobrir.

Já percebi porque é que os livros da MRP vende bem. A escritora é realista e frontal, retrata bem a sociedade Portuguesa, revela tudo o que está por detrás de toda a perfeição e todas as tradições. Neste livro, há muitas mulheres na nossa sociedade que são como as personagens mas a maior parte delas é como a Maria Teresa que vive dentro de um redoma da perfeição.

É um livro levezinho que se lê num instante, não a considero uma obra-prima mas que prende. A mim, prendeu.


Aqui deixo alguns excertos:

«Uma espécie de paz podre mascarada de conjugalidade de conveniência em que os casais fazem tudo by the book para convencerem a sociedade – e eles próprios – de que vivem uma vida feliz.»

«…o futuro é o engodo para nos anestesiar e nos distrair das tentações do presente…»

«Sinto-me fora da realidade, a viver num universo alternativo, mas não é isso o amor? E se for, não pagamos todos um preço elevado por ele? E na vida, quanto mais não vale um amor feliz, ainda que um dia acabe, do que viver sem saber o que é um amor assim, completo, desenhado a prazer e entendimento?»

«- (…) como diz a Lucía Etxebarría, as únicas famílias felizes são as que se conhecem mal.»

«A felicidade é uma vocação.»



Classificação: 3/5


Outras Opiniões:

Aqui do blog "Tempo de Mim"
Aqui #2 do blog "planetamarcia"

sábado, 4 de outubro de 2008

Intuição




Sinopse:

Um oncologista sedento de publicidade.
Uma cientista apaixonada pela sua investigação.
Um jovem e ambicioso investigador à beira da demissão.


Num laboratório de pesquisa em Boston é feita uma importante e revolucionária descoberta: a mutação de um vírus poderá ser a pista que faltava para a cura do cancro.

De imediato, o ambiente outrora frio e racional do laboratório abre espaço para as ambições e sonhos de todos os que ali trabalham. A nova descoberta parece ser a solução tão desejada para as frustrações e medos de todos os intervenientes.

Mas, à medida que a investigação avança, a credibilidade dos resultados parece ser desafiada: uma das investigadoras, preterida pelo protagonismo das novas descobertas e em recuperação de uma relação falhada com o colega que apresentou os novos resultados, questiona-os e lança toda a equipa numa espiral de desconfiança, inveja e desilusão.

Poderá uma promessa de vida revelar-se fatal?



"Intuição é uma expedição fascinante às intrigas que fervilham no local de trabalho."
USA Today

"De absoluta qualidade em todos os aspectos. Um romance fabuloso."
Kirkus Reviews

"Allegra Goodman tem o desempenho preciso de um cientista e a inspiração de um artista no auge da sua criatividade. "
Entertainment Weekly

"Um romance verdadeiramente humanista, nascido dos assépticos limites da ciência."
Publishers Weekly





A Minha Opinião:

Este livro não correspondeu nada às minhas expectativas... Ao princípio, julguei que a história fosse parecida com a do filme “Eu Sou a Lenda” ou sobre algo de sinistro, pois a capa parecia sugerir isto...
Afinal, não tem nada em comum com o filme referido nem vai acontecer assim tão terrorífico!

É sobre o mundo científico, principalmente, sobre os cientistas, a investigação em equipa, a competição da ciência, as rivalidades, a impressa (quando descobrem a cura para doenças), as pressões, a burocracia e a politica da ciência, as fraudes científicas…

No entanto, apesar de não ser uma história do meu género, achei-a interessante, deu-me uma visão global do mundo cientifico e um levantamento de questões, foi por isso que li quase até ao fim, embora de forma arrasada e lenta.
Mal terminava um capítulo, precisava de parar para respirar, pois o pano de fundo da história é incolor e claustrofóbico, uma vez que a maior parte da história se passa dentro dos laboratórios.
E custou-me muito a terminar porque a autora prolongou desnecessariamente o final, esticou ou puxou como se estivesse a dar mais páginas ao livro, portanto, desisti as últimas 10 páginas pois já sabia o final e isto chegava para mim: já estava tudo resolvido!

Parece uma série como daquelas séries de médicos, só que em vez de médicos são os cientistas: quatro pós-doutorandos, dois técnicos, e dois directores de um instituto cientifico. Conta os sentimentos pessoais dos próprios cientistas, dentro e fora do laboratório.

A linguagem científica deste livro é acessível para todo o tipo de leitor porque a autora relatou a história com uma simplicidade e nitidez. Usou a poesia, não de forma exagerada, só essencial para explicar os conceitos científicos mais complicados de uma forma que atingisse ao nível de compreensão de toda a gente.

Fiquei bastante chocada com as experiências usadas em animais, sobretudo em ratos. Infelizmente, é assim que os cientistas fazem experiências para encontrar a cura para determinadas doenças.

De uma forma geral, apesar de interessante e chocante, não é um livro considerado uma obra-prima, nem sequer um livro ideal para apreciar simplesmente a leitura. Só é bom e dispensável para quem quer saber o funcionamento do mundo científico, sob a forma de romance ficcional.

Classificação: 3/5

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Duas Iguais





Sinopse:

«O amor exige expressão», diz a epígrafe de Duas Iguais, e essa frase, repetida no derradeiro parágrafo do livro, é o mote deste terno, pungente, encantador romance.


Duas Iguais, o segundo livro de Cíntia Moscovich, é a expressão do amor entre duas mulheres, um daqueles amores que, na expressão de Oscar Wilde, não ousa dizer o seu nome. Um romance que aborda o amor homossexual sem recorrer a engajamentos ou a um manual de bons modos, Duas Iguais conta a história de duas adolescentes, Clara e Ana, que vivem em Porto Alegre, com foco no Bom Fim, um bairro judaico tradicional da cidade. As duas jovens envolvem-se ao conviverem numa escola judaica, facto que gera uma série de confrontos que vai acompanhá-las pela vida fora. Enquanto Ana se auto-exila em Paris, Clara penetra, pouco a pouco, nos umbrais do mundo adulto. Por força das circunstâncias, Clara e Ana voltam a encontrar-se...

Este livro foi galardoado com o Prémio Açorianos de Literatura.



A minha opinião:

Ao princípio, custou-me a entrar na história, mais propriamente a ler, porque as frases estão concentradas, quase coladas; tem poucos parágrafos ou poucas pausas, raros e escassos diálogos, mas depois, ao fim de uma questão de hábito, de esforço desejado e determinado, mergulhei completamente deliciada neste tipo de escrita e embelezamento das palavras!

O livro é um romance em prosa poesia, mas quase como se fosse um diário, sendo contado na primeira pessoa fictícia.

Trata-se de uma história de amor (existente, lindo, puro, real, profundo) entre duas mulheres, Clara e Ana. Elas amavam-se, eram uma da outra.

A riqueza das palavras diz tudo. Os sentimentos descritos no livro parecem saltar para fora, do papel para a realidade, em que os podemos tocar, agarrar e sentir. Ou seja, o Amor e a Dor ganhavam forma, peso, cor, cheiro, sob a forma de metáforas e poesia carregadas.

E o final do livro doeu-me a valer, uma bofetada estonteante de tristeza. Sem mais palavras, estou em silêncio, por elas.

«Eu aprendi: o amor exige expressão. Ele não pode permanecer quieto, não pode permanecer calado, ser bom e modesto; não pode, jamais, ser visto sem ser ouvido. O amor deve ecoar em bocas de prece, deve ser a nota mais alta, aquela que estilhaça o cristal e que derrama todos os líquidos.» - pág 218

Gostei muito, porém, confesso, teria gostado mais se esta obra fosse relatada em prosa, de forma simples e leve como uma pluma. Foi uma tarefa árdua em ler este livro que, para além do facto de o texto ser concentrado ou "apertado", continha vocábulos que eu desconhecia, por isso tive que recorrer várias vezes ao dicionário - o que foi um impedimento de o ler em plena rua. Uma pessoa adulta a ler e depois a ver o dicionário, não é digno de se ver (tenho vergonha, pronto!)...

Dou três na classificação por ter sido uma leitura complicada, em que me exigiu maior concentração e esforço, obrigando-me a reler algumas frases - duas a três vezes - para uma melhor compreensão ou assimilação do seu significado.

R., obrigada pela oferta deste livro!

Classificação: 3/5

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Livro do Mês (Sugestão)

A partir de agora, uma vez por mês, vou sugerir um livro. E este mês a minha sugestão aponta para o livro “Enquanto Salazar dormia…” de Domingos Amaral.




Sinopse:

Lisboa, 1941:
Memórias de um espião numa cidade cheia de luz e sombras.

Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam "enquanto Salazar dormia", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.


Excerto da obra:
"Nada, de repente, existia. A não ser Lisboa, cinquenta anos atrás. A minha Lisboa, onde amei tanto e tantas vezes. A minha Lisboa, das pensões e dos espiões, dos barcos ingleses e dos submarinos alemães; a Lisboa das ligas da Mary em cima de um lençol branco; a Lisboa dos cocktails no Aviz enquanto eu perseguia Alice; a Lisboa do penteado "à refugiada" da minha noiva, a Carminho; a Lisboa dessa menina linda, frágil e alemã, Anika, por quem arrisquei o pescoço; a Lisboa de Michael..."




Comentário:

Li este livro num verão de 2006 e foi uma leitura deveras envolvente e emocionante!!!

É sobre um avô que conta o seu passado ao neto. O seu relato faz-nos recuar e aterrar para uma Lisboa dos anos 40, para aquele tempo de ditadura do Salazar e na altura da II Guerra Mundial.

Quem ousa imaginar ou acreditar que Lisboa esteve recheada de alemães, ingleses, judeus, tudo misturado, até espiões? Pois, sim, graças à “neutralidade” de Salazar. E também, será que alguém sabe que, perto da costa algarvia, houve uma batalha aérea entre ingleses e alemães e que os portugueses a viram? E os navios e submarinos de guerra que contornaram a costa litoral portuguesa?

Mas, atenção, o livro não fala muito de guerra, não é nada exaustivamente descritivo, muito pelo contrário, é muito mais do que isto, há aventura, romance, sexo, paixões, amores, amizades, e acima de tudo, espionagem. O avô do neto era espião e relembra toda a história que é de sorrir, de chorar, de silenciar, de emocionar!

Nunca pensei que tivesse acontecido assim em Lisboa, a existência da espionagem e tudo o resto; fiquei com uma perspectiva diferente da vertente histórica daquele tempo e até do filme “Casablanca” que teve o grande efeito nos portugueses que cantaram em coro e bateram palmas!

É um livro épico muito bom, excelente! Eu adorei. Recomendo altamente.


Outras opiniões:
Opinião de Homem da Leme
Aqui #1

Aqui #2
Aqui #3



domingo, 14 de setembro de 2008

Maléfico




Parei na página cento e cinquenta e desisti. Não me prendia de maneira nenhuma, até ficava cansada e frustada de o ler. Não o achei assim tão envolvente e, além disto, os personagens eram bastante óbvios... Desconfiei logo quem seria o mau e quem iria salvar a Clare. Dei o salto e li o final, todas as minhas deduções estavam correctas e ainda bem que não perdi mais tempo com este livro. Os personagens principais não me cativaram minimamente e também não achei o local assim tão especial.

Vou libertar este livro numa zona de bookcrossing para alguém o apanhar e ficar com o livro. Quem será a(o) sortuda(o)?


Os únicos livros de NR de que gostei muito foram: "O Pântano da Meia-Noite" (este foi o único que me prendeu realmente, que me causou calafrios de terror e emoção, inclui uma história de amor diferente e interessante e, não só como também, adorei as descrições do meio envolvente), "A Lua em Sangue" (adorei a personagem principal que era vidente...) e a trilogia da Irlanda (amei estes livros, as personagens, a música, o cheiro, e tudo sobre a Irlanda.).

Ainda li a trilogia das flores (é uma história engraçada, é boa para desanuviar), "As vozes do Passado" (também não me agarrou, desiludiu-me), "três destinos" (gostei assim assim, é uma história de aventura em que envolve acção e cenas eróticas algumas bem picantes), o primeiro de uma trilogia da Ilha das Três Irmãs (gostei mas não me fez querer ler mais dois livros para completar a trilogia). E mais nada.

Sairam mais livros da NR e não estou minimamente interessada neles. :)

sábado, 13 de setembro de 2008

Mais um livro na minha estante!

Ontem chegou o tão esperado livro, que tinha encomendado no Circulo de Leitores em finais de Julho, "Contagem Decrescente" de Ken Follett.



(para ver a sinopse, clique sobre a imagem do livro)


Guerra fria, espionagem, suspense, são ingredientes de uma história como eu gosto e, ainda por cima, escrita pelo autor bastante aclamado!



P/ mais informações:

Este livro está à venda nas livrarias sob essa capa:


Encontrei dois comentários sobre esse livro:
Aqui #1
Aqui #2


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tim




Sinopse:

Da autora do best-seller mundial Pássaros Feridos, a mestria inconfundível de uma história bem contada.

Mary Horton, solteira na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.

Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.

No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.

Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.



«É refrescante a forma como Tim explora os recônditos do coração e da sensibilidade humana.»
New York Times


«Um romance exemplar. Como só Colleen McCullough sabe fazer. Uma história como só ela sabe contar! Pujante e assustador. Magnífico
Revista Mulheres


«Um profundamente sensível romance que nos toca o coração sem nunca se deixar cair na tentação da lágrima fácil.»
Australian Womens Weekl





A minha opinião:

Gostei muito! Uma história diferente mas cheio de significado que me tocou imenso. Cada vez que folheava uma página, aparecia-me um sorriso e uma ternura, mas também raiva e indignação por personagens malvadas e preconceituosas, e até lágrimas sentindo a dor deles... Não conseguia parar de ler, só pensava o que ia acontecer aos dois, como ia acabar, até andava receosa com o final do livro.
A ligação entre Mary e Tim é extremamente comovente e puramente bela, o que ela fez ao Tim e o que este fez à Mary, e no que os dois se tornaram juntos. Uma ligação fortissima entre o ser intelectual com o ser simples. Na verdade, aprende-se muito com estes seres simples porque são eles que vêem as coisas de mais belo que os intelectuais não vêem.

A autora é, de facto, uma boa contadora de histórias, lê-se pegada às palavras, ao desenrolar da história que é como se a escutasse em voz alta de olhos fechados a bom ouvir. Conseguiu exprimir tão bem a ligação entre Mary e Tim e os sentimentos dos dois.

Está garantido que vou ler mais livros desta escritora.


Outras opiniões:

Opinião da marcia - aqui (foi através deste post que descobri "Tim" e fiquei logo interessada por se tratar de uma história diferente, obrigada, marcia!)

domingo, 7 de setembro de 2008

Salto Mortal



Sinopse:


Um amor único num mundo especial…

Salto Mortal é a história de dois trapezistas, Mário Santelli, descendente de uma famosa família de trapezistas voadores e de Tommy Zane, o seu discípulo.

Situada nos anos quarenta e início dos anos cinquenta no mundo colorido do circo e das suas tradições, a autora narra-nos a luta dos dois trapezistas pelo aperfeiçoamento da sua arte e a descoberta do amor entre dois homens e a preservação da sua relação num ambiente hostil e adverso. Tommy Zane cresce como homem e trapezista no seio de uma família que o adopta para a qual o trapézio ocupa o lugar central e em que tudo o resto lhe está subordinado: a família Santelli com os seus Santellis Voadores. Mário, o guardião das tradições familiares, debate-se com o seu perfeccionismo e a vontade de demonstrar que para si não existem impossíveis e que, apesar da sua homossexualidade, o seu lugar de estrela não pode merecer contestação.

Mas esta história é sobretudo a de uma relação entre um rapaz e um homem, do crescimento de ambos e da forma como, sujeitos a todas as pressões, acabarão por conseguir lidar consigo próprios e com os outros numa luta titânica para ultrapassar os medos, as pressões e, sobretudo, os sentimentos de culpa e auto-rejeição.




«Marion Zimmer Bradley faz o retrato humano tanto do circo e dos seus profissionais, como da mentalidade dominante no período em que decorre a acção, o pós-guerra, bem como da dificuldade em aceitar diferenças como a homossexualidade como opção de vida.»

Diário de Notícias



«Um livro vibrante; um olhar envolventemente feminino, atento aos sentimentos e às emoções masculinas. Com uma perícia e uma delicadeza únicas, a autora penetra, devagar, no espaço hermético de dois homens que se amam, envergonhadamente, que se desejam, culpando-se por isso.»

Jornal de Notícias



«Ao longo destas páginas tão fascinantes como inesquecíveis, acompanhamos a luta de dois homens para se superarem, vencerem os seus medos e as suas limitações, não só físicas mas acima de tudo morais. São homens que voam no trapézio e na vida, personagens duma humanidade comovente a quem Marion Zimmer Bradley colocou asas na alma.»

Os Meus Livros





A minha opinião:

A autora MZB tinha uma grande paixão pelo trapézio e o livro é um reflexo disto. Segundo a escritora, os seus amigos, sabendo da sua paixão, arranjavam-lhe recortes de jornais e revistas, fotografias, postais, documentários televisivos sobre esta arte do voo.
Foi por amor ao trapézio que MZB construiu esse livro absolutamente fantástico.

As descrições sobre os movimentos dos trapezistas que aqui transparecem no livro são impressionantes, nítidas, até mesmo vertiginosas pois, ao ler essas palavras, vacilei-me, sentindo-me um pouco tonta. É que estas descrições me levaram “a voar”, como se estivesse dentro de cada trapezista… Os esforços, as tensões, os medos, as dores, tudo o que eles sentiam. Até podiam morrer se falhassem (mesmo com a rede posta)! Deste modo, passei a ter uma grande consideração e admiração pelos trapezistas.

Deliciei-me a entrar nessa história. A sensação que tive, foi de estar a ver uma espécie de novela épica circense, pois o clã Santelli era uma família italiana numerosa de trapezistas. Esta família trabalhava em conjunto, formava os Santelli Voadores, as suas tradições eram rigorosas, dos pais passavam para os filhos e destes para os seus filhos.
Tudo começa quando Tommy Zane, que era filho dos domadores de leões e ali estava no circo a acompanhar os pais, conhece o trapezista Mário Santelli durante os treinos deste com avô e tio. Depois, passa a integrar-se (sendo adoptado) no clã Santelli tornando-se ele próprio trapezista…

Lê-se muito agradavelmente, acompanhando cada passo, descoberta e crescimento do Tommy e testemunha-se uma história de amor tão intensa e profunda entre Tommy e Mário que a autora MZB tão bem relatou.

É um livro excelente para meditar, para amar e, acima de tudo, para respeitar.

Passou a ser um dos meus livros preferidos e vou certamente relê-lo mais tarde.

Classificação: 5/5 (excelente!)

Nota:
Gosto mais da capa original, em que mostra dois homens trapezistas, musculados e belos, de mãos dadas. O moreno (é o Mário Santelli) e o ruivo (Tommy Zane) com os seus fatos tradicionais dos Santelli Voadores. É este o retrato verdadeiramente fiel da história.




Outras opiniões recomendáveis:

http://therawawakening.blogspot.com/2008/04/salto-mortal-amores-proibidos.html


http://compendiomarianaalmeida.blogspot.com/2007/03/in-folio-salto-mortal.html



Vídeos:

Aqui estão dois pequenos vídeos sobre o trapézio voador.















terça-feira, 2 de setembro de 2008

Compras

Hoje fui atacada pela febre dos livros, pela ânsia desesperada e doentia de comprar livros.

Fui à livraria e comprei dois e ainda encomendei mais um que chega amanhã.


(para ver a sinopse de cada livro, clique sobre a imagem de cada um)


Espero ter feito boas compras, que estes livros não me irão decepcionar.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Ilha



Sinopse:

Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

“Apaixonadamente envolvida pelo seu tema, a autora demonstra ter feito uma pesquisa meticulosa para apresentar os factos médicos.” - The Sunday Times

“Uma leitura comovente e absorvente que nos toca o coração.” - Evening Standard

Um épico familiar viciante. A pesquisa, imaginação e o amor por Creta levaram Hislop a criar um retrato realista sobre aqueles tempos em Spinalonga. Lembra que o amor e a vida continuam mesmo nas circunstâncias mais extremas.” - Sunday Express

“Um trabalho fascinante que combina uma comovente história de amor com um apelo a uma maior compreensão de uma das doenças mais cruéis – a lepra." - The Times

Descrições maravilhosas, personagens fortes e um retrato intimo de uma ilha.” - Woman & Home

“Uma narrativa rica, inundada de detalhes únicos.” - The Daily Mail

Fortíssimo. Com um grande impacto emocional.” - The Daily Telegraph




A Minha Opinião:

Amei divinalmente este livro.

Li devagar, muito lentamente, porque me deixei saborear pelas palavras e pelo conforto das personagens… Quanto mais demorava a ler, mais tempo ficava dentro do livro e não queria sair dali tão depressa.

Fiquei a saber muito sobre a Colónia de leprosos que existiu na ilha Spinalónga entre 1903 e 1957.



Nestes tempos, as pessoas que tinham lepra eram dolorosamente separadas das famílias e transferidas para a Ilha onde ficavam até morrer. Iam para lá, todo o tipo de pessoas, desde os pobres aos ricos, entre quais advogados, engenheiros, professores, etc. Estes últimos tinham dinheiro mas não havia tratamento ou cura, e todos lá iam à Ilha para não contagiar os outros.

O que eles (entre quais, a bisavó e a tia-avó da Alexis) sentiram quando pisaram pela primeira vez a Ilha, é de jorrar as emoções... Mas depois quando entravam para dentro da Colónia, era de abrir a boca num espanto...
Apesar da terrível doença e das suas consequências aflitivas e dolorosas, havia Vida na Colónia. Não vou especificar nem pormenorizar o que os leprosos faziam para tornar a Ilha confortável e preenchida. Foi isto que me surpreendeu e que me fez admirar por aqueles leprosos.
E, quando finalmente a cura apareceu e todos puderam regressar aos seus antigos lares, alguns apesar de terem ficado contente com a liberdade por que ansiavam tanto, não queriam deixar a Ilha, como por exemplo, o Dimitri que foi mais feliz ali do que seria na Terra...

O livro não só fala da ilha como também das pessoas que viviam no outro lado - a Creta. A ignorância e os medos que os cretenses tinham acerca da lepra e da Ilha. Também relata uma parte em que os alemães do Hitler dominaram a Creta e do que os cretenses sofreram com a Guerra ao passo que os leprosos estavam em segurança na Ilha...

Os pontos mais elevados são obviamente sobre a família passada de Alexis, começando pela bisavó Eleni que era professora e amada pelo povo cretense... Há amores, desilusões, mágoas, felicidades, amizades. É realmente uma intensa épica familiar!

Amei mesmo.


Classificação de estrelas
* * * * *

(Excelente!)


Outras opiniões:
Clique Aqui #1



Ilha Spinalónga

Ao ver este pequeno vídeo, uma visita à Ilha Spinalonga, senti o arrepio forte e chorei... O túnel. As casas algumas já em ruínas. O cemitério.





quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Relíquia



Sinopse:

Num dos maiores museus do mundo, esconde-se um dos maiores segredos do passado



Quando uma equipa de arqueólogos é selvaticamente massacrada na bacia do Amazonas, tudo o que resta da expedição é a estátua arrepiante de um deus, que acaba por ser enviada para o Museu de História Natural de Nova Iorque.Mas o coração negro da Amazónia nunca esquece. Algum tempo depois, quando o museu decide expôr a estátua, alguém ou algo começa a vaguear pelos corredores e galerias poeirentas do museu. E é então que se dão as mortes brutais. Mas quem será o responsável? Um louco... ou algo muito mais inexplicável? Relíquia é um romance arrepiante onde se entrelaça o dia a dia de um enorme museu com factos científicos, personagens poderosas e um enredo que arrebata o leitor da primeira página até à reviravolta final.


"Um thriller intrigante que não deixa ninguém indiferente."
-Publishers Weekly

"Uma aventura maravilhosa e inesquecível."
-Chicago Tribune



A Minha Opinião:

Gostei bastante deste thriller! É de facto deveras ARREPIANTE mas, ao mesmo tempo, interessante e inteligente! Surpreendeu-me pela positiva, não há margem para dúvida!

Tudo de macabro começa à volta de umas plantas e de uma estatueta Mbwun… Quando o Museu de História Natural de Nova Iorque decide expor a estatueta Mbwun para a “Exposição sobre Superstições”, acontece mortes brutais: corpos cruelmente esventrados por garras e cabeças cortadas com um buraco aberto no cimo do crânio e com o hipotálamo (é uma região situada na base do cérebro, abaixo do tálamo, e que controla o funcionamento de importantes actividades do organismo, nomeadamente o sono, o metabolismo da água, a temperatura corporal, etc.) comido!
Será a maldição da estatueta? Algo sobrenatural? Se não é, então o que é “aquilo” que anda a provocar estas “mortes brutais” com uma força duplicada à da humanidade?
A maior LOUCURA e TERRORIFICA disto tudo, apesar da “maldição” estar à solta no museu e destes crimes recentes, o museu decide (por motivos burocráticos) abrir a “Exposição sobre Superstições” ao público com reforços e vigilância do FBI…
O que irá acontecer depois, na abertura da exposição, com um Presidente da Câmara e muitos convidados, é de cortar o fôlego!
Não consegui parar de ler! A revelação é muito surpreendente e muito interessante mesmo!

No entanto, devo mencionar que o tipo de escrita deste livro não é propriamente uma literatura, é apenas uma história policial, ou antes, uma história de terror policial e científica que sucede dentro do Museu de História Natural de Nova Iorque. Ou seja, não há romances/amores entre personagens, mas é uma mulher que vai descobrir o que é “aquilo” e é ela que irá ajudar/orientar o FBI e acabar com “aquilo”… É uma aluna do doutoramento que ali estava, por acaso, a fazer um trabalho de investigação de etnofarmacologia para a tese no Museu. Uma heroína jovem e intelectual, gostei desta personagem!

O que eu achei fascinante deste livro foram os factos científicos. Acima de tudo, a investigação, a explicação dedutiva/teórica e, por fim, a descoberta!

O autor Douglas Preston trabalhou durante vários anos neste museu e por isso conseguiu descrever bem as coisas do museu, como é que os cientistas trabalhavam no dia a dia e como se relacionavam profissionalmente, como eram organizadas ou tomadas as decisões sobre as exposições, como eram as salas de armazenamento, também conta como o museu foi construído, mas tudo é relatado de forma leve e interessante, dentro da espontaneidade do desenrolar da história.


Cinematográfica:

Foi feito um filme baseado deste livro em 1997.



Classificação de estrelas
* * * *
(Bom)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Harry Potter e os Talismãs da Morte



A Minha Opinião:

Gostei deste último livro da saga HP mas não o considero como o melhor de todos volumes, ao contrário da maioria de leitores.

Já tinha pegado este livro em Dezembro e não me agarrara logo pois, pu-lo de parte e peguei noutro. Só neste Verão é que consegui - finalmente!- de o ler mas, ao princípio, a muito custo… A história só começa a ganhar garra ou despertar-se a meio do livro! Pois… A melhor parte, sem dúvida, foram as revelações, as surpresas e o final!!!

Em relação ao último capítulo do livro, “dezanove anos depois”, fiquei desiludida. Achei demasiado apressado, resumido, previsível, superficial…

Foi bom enquanto durou esta saga ao longo de 7 anos, desde 2001! Os que gostei mais, foram “O Prisioneiro de Azkaban” e “O Cálice de Fogo” - os mais emocionantes e exaltantes!

Classificação: 3/5

domingo, 27 de julho de 2008

Nome de Código: Leoparda



Sinopse:

Cinquenta mulheres foram enviadas para França como agentes secretas pelo Executivo de Operações Especiais durante a 2ªGuerra Mundial.
Trinta e seis sobreviveram à guerra.
As outras catorze deram as suas vidas.
Este livro é dedicado a todas



O Dia D aproxima-se. Os serviços britânicos têm de destruir o sistema de comunicações em St. Cecile para os nazis não terem tempo de reagir. Felicity dispõe apenas de algumas horas para recrutar uma equipa de mulheres dispostas a destruir o ninho dos nazis em solo francês. A operação é arriscada, o sucesso imperativo. Uma cigana, duas lésbicas, um travesti, uma aristocrata. O perfil das escolhidas pode parecer insólito mas cada uma delas terá um papel fulcral na operação.

Baseado em factos reais, «Nome de código: Leoparda» regressa às secretas operações de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial. Retirando do anonimato a meia centena de mulheres que o serviço do Executivo de Operações Especiais enviou para a França ocupada, o autor inglês constrói um fabuloso thriller de suspense e acção em torno de uma equipa de mulheres espias.




A minha opinião:

Adorei! O primeiro livro do Ken Follett que li.

Comprei este livro, através do Círculo de Leitores, há uns anos quando o Ken Follett ainda não era conhecido entre os povos portugueses, ou seja, ainda “Os pilares da Terra” não eram editados nas livrarias portuguesas....
Não foi o título que me cativou nem tão pouco o tema sobre a Segunda Guerra Mundial, mas sim foi a sinopse do livro, a história em si. Já tinha visto séries e filmes sobre este tema; já conhecia a história da guerra, a espionagem, os agentes secretos, os campos de concentração, mas nada sobre este tipo de história: uma equipa secreta de mulheres sendo lideradas por uma outra mulher!

O título original do livro “Jackdaws” significa “Gralhas”. Mas a tradução portuguesa deu-lhe outro título: “Nome de código: Leoparda”. Claro que este título, logo à partida, parece não ter nenhum significado, ou seja, não faz chamar muita atenção por parte dos leitores pois, é um pouco ou nada apelativo, para além de ser totalmente desconhecido e até ser um pouco “pesado”. Só lendo é que se sabe e só depois é que se tem uma grande consideração e admiração pelo título!

“Leoparda” é um nome de código de uma mulher, isto não é segredo, sabe-se logo desde as primeiras páginas. Todos os agentes secretos tinham nomes de código, não se podiam dizer os seus nomes verdadeiros, para o caso de serem capturados e interrogados pela Gestapo…

A heroína do livro é a “Leoparda”. Uma major britânica de uma organização secreta, “Executivo de Operações Especiais”: «Magra e pequena, com cabelo louro encaracolado cortado curto e uns encantadores olhos verdes, (…), havendo nela algo de sensual…»
É ela que vai liderar a equipa “Gralhas”: Diana, Greta, Ruby, Jelly e Maude. Têm uma missão muito perigosa e, ainda por cima, as cinco mulheres não vão definitivamente preparadas…

O livro não fala só de espionagem, mas também dos sentimentos de várias personagens, tanto os aliados como os alemães.


Outras curiosidades:

Através de pesquisas, soube que foram escritos vários livros sobre as verdadeiras heroínas da SOE (The Special Operation Executive):



Infelizmente, estes livros não se encontram traduzidos em Portugal.


E, ainda mais, foi feito há pouco tempo um filme intitulado de "Female Agents", não é adaptado deste livro mas é sobre esta temática, sobre as mulheres de SOE:

O site do filme: aqui

Que este filme chegue depressa a Portugal!!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

WISHLIST: livros do Ken Follett

Como estou a gostar muito do livro de que estou a ler de momento: "Nome de Código:Leoparda", aqui deixo uma lista de livros (já traduzidos e editados nas livrarias portuguesas) deste admirável autor, para posteriores compras, por ordem de preferência:



e... talvez, talvez (muito mais tarde, é que decido...!)