quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo 2010!



Tudo de bom para tod@s,
Optimismo, felicidades, paz, saúde, amor e MUITOS LIVROS!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os Melhores e os Piores de 2009




Este desafio foi proposto pela Bia do blog Livros de Bia.


Melhor livro de Suspense:
E Depois, de Guillaume Musso

Melhor livro de Romance:
O Toque de Midas, de Colleen McCullough
Nunca me Esqueças, de Lesley Pearse
A Doçura da Chuva, de Deborah Smith

Melhor livro de não-ficção: (esta categoria foi criada por mim)
Um Amigo chamado Henry, de Nuala Gardner;
Como salvar o coração partido, de Susan Richards
O Menino e o Cavalo, de Rupert Isaacson

Melhor capa de livro:
A Pintora de Plantas, de Martin Davies

Pior capa do ano:
A Casa Aberta, de Elizabeth Berg

Autor Surpresa do ano:
Sarah Waters, autora de O Vigilante

Livro decepção:
Não sei nada sobre o Amor, de Júlia Pinheiro

Melhor personagem feminina:
Mary Broad de Nunca Me Esqueças
A Mãe Nuala Gardner de Um Amigo chamado Henry

Melhor personagem masculina:
Alexander de O Toque de Midas
O Pai Rupert Isaacson de O Menino e o Cavalo

Melhor da Nora Roberts
Este ano não li nada desta autora.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sorteio Natalício - Codex 632 - Vencedor Anunciado!





O felizardo e sortudo vencedor do sorteio natalício é Pedro Serra, dono do blog O mar as leva, o mar as traz. Parabéns!!

FELIZ NATAL

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal para todas!



Minhas car@s seguidoras e visitantes,
desejo-vos um Feliz Natal
extremamente colorido,
iluminado e cheio de Amor!!


Um abraço universal da Flicka

domingo, 20 de dezembro de 2009

Leitura Conjunta - para Janeiro


Como estamos quase a entrar em 2010, o meu blog vai ter algumas mudanças.

Decidi organizar uma leitura conjunta por mês, caso estivessem interessados em participar. Será dado um tema diferente para cada mês, uma lista de livros com este tema para seleccionarem e uma sondagem para votarem a vossa preferência. As opiniões dos participantes só serão postadas nos seus blogs no final de cada mês.

Para o mês de Janeiro, o tema será "Livros de Autores Portugueses".

As Três Vidas, de João Tordo

Sinopse
Quem é António Augusto Millhouse Pascal? Que segredos rodeiam a vida deste homem de idade, que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e uma lista de clientes tão abastados e vividos, como perigosos e loucos? São estes os mistérios que o narrador, um rapaz de uma família modesta, vai procurar desvendar não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por Millhouse Pascal se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida. Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta - época de todas as ganâncias - e, desvendando o passado turbulento do seu patrão - na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial -, As Três Vidas é uma viagem de autodescoberta através do «outro». Cruzando a história sangrenta do século XX com a história destas personagens, este romance é também sobre a paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Millhouse Pascal, e sobre a procura pelo destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do seu avô, inexoravelmente ligado ao destino de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da estreita corda bamba sobre a qual ela se sustém.

Foi Assim que Aconteceu, de Teresa Font

Sinopse: No verão quente de 75, um escândalo abalou algumas famílias da alta sociedade lisboeta da época. Ana Carolina, uma jovem belíssima e bastante libertina para a mentalidade de então, aparece morta no seu apartamento da Avenida Elias Garcia. Suicídio? Overdose? Assassínio? Demasiado incómodo e ameaçador, o caso é rapidamente abafado. Até ao dia em que, vinte e cinco anos depois, a curiosidade de uma redactora freelance de nome Sara é subitamente desperta por uma referência ao caso. Profundamente intrigada com os contornos da história daquela heartbreaker dos anos 70, dá início a uma investigação por conta própria que irá revelar-se surpreendente. Ironia, emoção e humor na estreia literária de uma autora que promete revolucionar o thriller português.
Obra vencedora do ´Prémio Máxima Revelação 2008´.

«Divertido, umas vezes terno, muitas vezes perturbador é um livro que dá prazer a quem o lê. Afinal, o grande objectivo de qualquer romance que se preze.»
Francisco Moita Flores


Os Adultos, de Luis Soares

Sinopse
O que pode acontecer quando um professor se apaixona por uma aluna?
Salvador é um professor de Língua Portuguesa com uma vida absolutamente normal. Tiago, Jorge e Eva são alguns dos seus alunos, que, como todos os jovens da sua idade, costumam encontrar-se anonimamente num chat. Com eles, também Lídia, filha de Salvador.
Quando Lídia parte para Londres e oferece o computador ao pai, Salvador estabelece uma estranha relação virtual com os alunos, principalmente com Eva, que levará a um desfecho inesperado.
Um romance pleno de actualidade, ilustrativo dos tempos modernos e que nos faz pensar sobre os limites das relações proporcionadas pelas novas tecnologias.

Excerto
"Quando o mundo desabar na tempestade do meu castigo, eu vou mergulhar e nadar a salvar-te. És a minha redenção, vê! É para ti que corro, que nado, espera um instante, não te deixes afundar, vou agarrar-te. Quase, meu amor. Nada de mal te pode acontecer, nos meus braços, só a felicidade para sempre. Estou a chegar."


Não digas a Ninguém, de Luisa Castel-Branco

Sinopse
Beatriz, Rita e Samuel são amigos desde a infância, tendo as suas vidas seguido rumos diferentes: a primeira é casada, mãe de três filhos e um casamento (aparentemente) feliz; a segunda, separada, com um namorado ausente e uma filha problemática; Samuel, casado e com dois filhos adolescentes, vive a imagem da família tradicional. Quando os três amigos decidem passar uns dias juntos, não imaginam até que ponto as suas vidas podem mudar.
O aparecimento de uma mulher misteriosa, Benedita, vai transformar o que deveria ser um fim-de-semana tranquilo numa descida ao inferno, onde cada uma das personagens é confrontada com os seus medos e desejos proibidos.
Luísa Castel-Branco regressa ao romance e surpreende os leitores com esta fábula moderna em tom de crítica social, que é também uma história sobre os afectos, o valor da amizade e o poder do amor e do perdão.

Agradece o Beijo, de Ana Zanatti

«Agora que tudo acabou, fecho os olhos e vejo os meus mortos no seu voo tranquilo sobre a cabeça dos prédios da cidade.
Invade-me um cheiro a flores e a terra molhada. Olho à minha volta e pergunto-me que memórias despertará este cheiro em cada um dos presentes… Que imagens estarão a desfilar dentro das suas cabeças?
Na minha, espreita de novo a criança que trago cá dentro, frágil, insegura, sonhadora, voando direita à ilha dos Morangos para trazer à mãe as folhas da Árvore dos Sorrisos.
Sim, que todos transportamos numa cavidade recôndita uma criança silenciada mas viva, à espera de se fazer ouvir, ainda que seja só quando a velhice chegar. Essa criança não murcha, não perde cor nem memória, não cria rugas nem perde a folha, por muito que a queiramos esconder e ignorar.
Um dia, há sempre um dia, ela amarinha por nós e vem perguntar: lembras-te, lembras-te?»

Selinhos de Natal muito especiais!


Atribuiram-me dois selinhos de Natal que me têm feito sorrir e encantar, são ambos lindos, e aqui ficam no coração do meu blog.

Muito obrigada, Alice!


Muito obrigada, Jojo!


A Jojo construiu as seguintes regras:

Enumere 10 livros que o/a marcaram este ano.

1. Solstício de Inverno, de Rosamunde Pilcher
2. Um Amigo chamado Henry, de Nuala Gardner
3. O Toque de Midas, de Colleen McCullough
4. E Depois..., de Guillaume Musso
5. O Menino e o Cavalo, de Rupert Isaacson
6. Nunca me Esqueças, de Lesley Pearse
7. A Doçura da Chuva, de Deborah Smith
8. Um Leão Chamado Christian, de Anthony Bourke & John Rendall
9. A Pintora de Plantas, de Martin Davies
10. Ainda Alice, de Lisa Genova

(Só agora é que estou a reparar que a maior parte dos livros, os que mais me marcaram, são histórias veridicas!)


Responder a pergunta: O que é que gostas mais de fazer no Natal?

Ver a felicidade das pessoas e sentir o Amor na atmosfera por todo o lado. É isto que mais valorizo do que as prendas que, para mim, são insignificantes. Infelizmente, o Natal não é todos os dias, não estou a falar de dar prendas mas sim esse Amor...


Dar este selinho a pelo menos 3 pessoas.

A todos os meus seguidores e visitantes!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Leitura Conjunta "Orbias - As Guerreiras da Deusa"



Está a decorrer uma leitura conjunta, iniciativa organizada pela Tinkerbell do blog My Imaginarium , na qual faço parte juntamente com a própria Tinkerbell, JM do blog Favourite Readings, Ana C. Nunes do blog Asas da Mente e The_Wolf. Esta leitura iniciou no dia 1 de Dezembro, tendo sido colocadas as seguintes regras de leitura:

Até 11 Dez - pág. 140
Até 18 Dez - pág 294
Até 4 Jan - resto do livro

As opiniões de leitura de cada parte serão enviadas à tinkerbell e depois serão postadas a quem tem blog.

Já terminou a 1ª parte e as nossas opiniões estão no blog da tinkerbell: aqui (a postagem está magnífica!).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sorteio Natalício - Codex 632


O meu blog "Mil Livros, Um Sonho" decidiu oferecer um presente de natal aos seus seguidores e visitantes com nacionalidade portuguesa e brasileira.

O presente de natal é o livro Codex 632 do José Rodrigues dos Santos, ainda novinho e fresco, ainda não explorado ou lido.

Assim, inicia o sorteio até às 24h do dia 23 de Dezembro. Podem se inscrever aqui nos comentários (clique sobre a palavra comentários), mas devem referir os vossos blogs e, para aqueles que não têm blogs mas que são visitantes do meu blog, devem deixar o e-mail. Caso contrário, se não indicarem o blog ou e-mail, serão excluídos do sorteio. Vou fazendo uma lista de participantes pela ordem da vossa inscrição.

No dia 25 de Dezembro, será anunciado(a) o(a) vencedor(a)!


BOA SORTE A TOD@S!!!


Feliz Natal com muitos livros e alegria!




domingo, 6 de dezembro de 2009

Um Selo de Natal muito especial! :)*






A Tinkerbell fez este selo tão especial que me fez sorrir de alegria. Muito obrigada!

Regras do selo:
1. Enumerar 5 livros que gostariam de receber no natal!
2. oferecer o selo no minimo a 3 blogues.



A minha lista:
- O Jardim Encantado
- O mundo invisivel, de Shamim Sarif
- As raparigas de Shangai, de Lisa See
- gostgirl - a rapariga invisivel
- A prenda, de Cecilia Ahern


Ofereço a:
...viajar pela leitura...
As Leituras da Fernanda
As leituras da Maggie
BiblioMigalhas
BookManíacas
Conta-me Historias
Favourite Readings
Leitura (mais que) Obrigatória
Leituras da Bauny...
Leituras de A a B
MARCADOR DE LIVROS
Muito para ler
O Cantinho da Tati
O Cantinho do Bookoholic
Páginas Desfolhadas
planetamarcia
Read to Grow Europe
Tempo de Mim
Uma Biblioteca Aberta
Vidas Desfolhadas
Zebras e livros


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ainda Alice




«Não quero esquecer, Amor, o Amor que tivemos.»


Sinopse:

O mundo de Alice é perfeito. Professora numa conceituada universidade, é feliz com o marido, os filhos, a carreira. E tem uma mente brilhante, admirada por todos, uma mente que não falha… Um dia, porém, a meio de uma conferência, há uma palavra que lhe escapa. É só uma palavra, um brevíssimo lapso. Mas é também um sinal de que o mundo de Alice começa a ruir. Seguem-se as idas ao médico e, por fim, a certeza de um diagnóstico terrível. Aos poucos, Alice vê a vida a fugir-lhe. Amada pela família, unida à sua volta, é ela que se afasta, suavemente arrastada para o esquecimento, levada pela Alzheimer.

Ainda Alice é a narrativa trágica, dolorosa, de uma descida ao abismo, o retrato de uma mulher indomável, em luta contra as traições da mente, tenazmente agarrada à ideia de si mesma, à memória de uma vida e de um amor imenso.


A minha opinião:

Apesar de esta história estar centrada num tema medonho/asfixiante que é a doença de Alzheimer, surpreendeu-me muito pela positiva. Não consegui parar de ler, até cheguei a ler até às 2h da manhã, o que não é costume em mim, pois tenho a tendência de adormecer antes da meia-noite. Fiquei muito impressionada com a história... Uma mulher tão inteligente, a perder a memória aos poucos, já não conhecendo os seus própios filhos e marido, e perdendo a sua própria identidade...

Senti como se estivesse dentro da Alice e a esquecer tudo. Vivenciei todo o seu pânico e depois toda a sua confusão. De repente, nas últimas páginas, já não havia nomes, eram apenas pessoas: um homem, uma jovem actriz, uma mãe com dois filhos. Era assim que a Alice as via. Estas pessoas eram, na verdade, a sua família. Deveras assustador...! Mas, o que mais me comoveu, foi a luta da Alice, a sua consciência de ser diferente por ter Alzheimer, e acima de tudo, o amor da família.

A história está bem escrita numa linguagem acessível a toda gente. Aprendi muito sobre esta doença. Recomendo altamente!

«Alice queria dizer-lhe tudo o que se lembrava e pensava, mas não conseguia fazer com que todas essas palavras e pensamentos, compostos de tantas palavras, expressões e frases, passassem pelas ervas daninhas e pela lama e se transformassem em sons audíveis.
Tentou resumi-los e concentrou todos os seus esforços naquilo que era mais essencial. O resto teria de ficar naquele local antigo, que sobrevivia.
- Sinto falta de mim.
- Eu também sinto a tua falta, Alice, muito.
- Nunca planeei ficar assim.
- Eu sei.»


Sobre a escritora:

Formada em Psicologia e doutorada em Neurociência por Harvard, Lisa Genova foi investigadora em áreas como a depressão, a doença de Parkinson e a perda de memória. Interessou-se pela Alzheimer quando a sua avó deu os primeiros sinais da doença. Interrogando-se sobre como se sentiriam as pessoas que a vivem, vendo o mundo desagregar-se à sua volta, decidiu escrever este romance. Depois de tentar, em vão, vários agentes, optou por uma edição de autor. O sucesso do livro chamou a atenção e uma grande editora americana adquiriu os direitos. Logo na semana de relançamento, entrou para a lista de best-sellers do New York Times.


Outras Opiniões:

Aqui #1 (Opinião da JM do blog "Favourite Readings". Estou-lhe deveras agradecida por me ter dado a sugestão deste livro que eu desconhecia por completo.Obrigada!)

Aqui#2 (Opinião da Carla Martins do blog "Leitura (mais que) Obrigatória", uma opinião deveras sentida e rica, com a qual partilho 100%.)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Pintora de Plantas




Sinopse:


Em 1774, a segunda expedição do Capitão Cook aos Mares do Sul registou uma ave até então desconhecida: o espécime foi capturado, conservado e trazido de volta para Inglaterra, onde acabou por ser entregue ao naturalista Joseph Banks. Estranhamente, nenhum outro exemplar dessa ave voltou a ser visto, nem nas Ilhas da Sociedade, onde fora encontrado, nem em qualquer outro ponto do planeta. E, mais estranhamente ainda, o espécime que Joseph Banks exibiu orgulhosamente na sua colecção também acabou por desaparecer. Se não fosse uma ilustração a cores feita pelo desenhador que viajara a bordo do navio de Cook, dir-se-ia que a Misteriosa Ave de Ulieta, como ficou conhecida, nunca chegara a existir.
Duzentos anos mais tarde, o irreverente professor John Fitzgerald recebe um telefonema suspeito de uma antiga paixão. Curioso sobre a razão do reencontro, descobre afinal que Gabriella e o seu actual companheiro têm um estranho pedido a fazer-lhe: sendo Fitz o maior estudioso da sua área, deve ajudá-los a procurar a ave embalsamada. Os motivos? Bastante obscuros. A recompensa? Deveras aliciante. A resposta? Não, o genial Fitz recusa-se a colaborar. No entanto, ao voltar para casa, descobre que a mesma foi assaltada e que o objecto da devassa eram… os seus apontamentos.

Lança-se então na tentativa de recapitular a história da ave, descobrindo pormenores surpreendentes sobre o papel de uma estranha Miss B na vida e na carreira de Joseph Banks.
Poderá ser ela a chave do mistério – chave que o leve até à descoberta da Misteriosa Ave de Ulieta?
Saltando entre dois períodos, de uma história de amor para a história de uma pesquisa científica de proporções detectivescas,este romance é simultaneamente o relato da vida secreta de Joseph Banks e a corrida quase impossível de Fitz para encontrar a ave desaparecida.


A Minha Opinião:

Descobri este livro, por acaso, estava ele pousado na montra de uma livraria pequenina. Uma capa linda e um título chamativo. E assim foi, após de ler a sinopse, a decisão de compra foi imediata e não esperei mais tempo para começar a ler este livro, deixando os outros para depois!

Foi delicioso ler este romance, tão interessante, misterioso e emocionante! Uma narrativa única com uma escrita fluente que me embalou e encantou até ao fim das páginas. Adorei seguir o percurso de investigação com Fitz e Katya em busca da Misteriosa Ave de Ulieta e ao mesmo tempo ter recuado à época de Joseph Banks quando este conheceu Miss B, possuidora de uns lindos olhos verdes que vivia com uma paixão pela pintura e natureza, muito inteligente, diferente das mulheres daquela época…

«Um policial ambicioso [...] O autor é tão realista nas suas descrições que os leitores quase conseguem cheirar e tocar as suas cenas [...] À medida que o presente e o passado começam a fundir-se em inesperados laços, o romance torna-se cada vez mais aliciante" - CLEVEND PLAIN DEALER


Fiz o vídeo-book, em dedicação ao livro que me encheu de medidas, após de ter feito pesquisa na Internet sobre o Joseph Banks e a Misteriosa Ave de Ulieta.

video


sábado, 14 de novembro de 2009

Não Sei nada sobre o Amor


Sinopse Aqui


A minha Opinião:

Só tenho duas palavras para definir esta história: enervante e deprimente.

As personagens estão bem caracterizadas assim como os seus sentimentos bem definidos e apalpáveis. A escrita é fluente que se lê bem. Mas a história em si foi o que mais me desagradou. Posso dizer que andei a ler com o fumo a sair pelas orelhas, nariz e boca. Até tive vontade de esfolar as páginas, mas não o fiz por o livro ser emprestado, foi o que valeu!

Infelizmente, este livro é o retrato fiel das mulheres portuguesas no tempo de Salazar até à actualidade. Das nossas bisavós e avós que nada sabiam sobre o Amor. Das mães que passaram pelo 25 de Abril e vivenciaram as mudanças. Até às filhas da actualidade…

Houve um único senão: o final demasiado apressado. Mas ainda bem. Fiquei muito cansada com esta leitura.

Classificação: 2/5 (esta classificação tem mais a ver com a minha apreciação à história do que pela escrita ou desenvolvimento da história)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Talentosa Flavia De Luce


Para ler a sinopse aqui


A minha Opinião:

Naquele dia, devendo-se ao meu estado de espírito nublado, fui impulsionada a ir à livraria. Comprar livros é o perfeito antídoto, um solvente invisível de sol que afasta estas emoções depreciativas. Estava eu a explorar os livros, a pegar num e a folhear noutro, quando detectei este livro. Foi a dita capa, magnífica por sinal! Uma narceja-galega morta com um selo espetado no seu bico, uma menina de tranças em pé segurando uma lupa atrás de si, e por detrás destas duas figuras erguia-se uma poderosa mansão que parecia assombrada! Pus-me a ler a sinopse e pronto. Foi uma compra imediata.

A história está contada na primeira pessoa. É a Flavia De Luce que “conta” o mistério todo. Eu diria que esta menina é um “Shelock Holmes” em versão feminina e em pequena estatura.

Flavia De Luce nutre uma paixão enorme por Química, em especial, por venenos! A forma como esta menina fala dos símbolos químicos sódio ou iodo e das reacções químicas é enternecedora. Ou antes, fascinante (talvez isto seja suspeito, é que eu tenho a mesma adoração que Flavia De Luce por elementos químicos)! Sabe o que é mais hilariante nisto tudo? É ela ter um laboratório só para si, este que pertencera ao seu tio-avô já falecido, onde pode fazer umas experiências que é melhor não saber… Coitada da irmã mais velha, o que a Flavia lhe fez, uma coisa terrível, mas nada mortal. São as chamadas pequenas vinganças… Tive umas boas gargalhadas, tipo humor negro! E, ainda mais, Flavia De Luce não abdica a sua tão especial e inseparável bicicleta que até tem nome: Gladys.
Conforme o que diz a sinopse, irá haver um homicídio. É a Flavia De Luce que vai desvendar tudo. Como não podia deixar de ser, tem uma inteligência de ouro! Soube-me acompanhá-la nesta aventura policial. O enredo todo gira em torno de selos, tema que achei interessante e original!

Houve um único senão: a excessividade de metáforas que, apesar de serem lindas e engraçadas, ao ponto de nos fazer sorrir ou enternecer, não fica nada bem para o policial. Eu queria saber como é que acabava e as metáforas só tendiam para atrasar ainda mais… Cheguei a fazer batota: saltei algumas frases de blá,blá para ir ao essencial. Desculpa, Flavia De Luce, fui impaciente. Foi incorrecto da minha parte, eu sei, devia ter apreciado cada palavra tua, mas tive uma ânsia de saber o desfecho. É que o suspense me atormenta!

Tornei-me fã da Flavia De Luce, uma heroína hilariante e engraçada. Espero que o autor construa mais uma aventura, mas com menos metáforas. E adoraria que fizessem a série televisiva com vários episódios com esta personagem.

Classificação: 3/5 (É um bom policial para divertir. Vale a pena a leitura dada a sua originalidade e riqueza literária.)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um Leão Chamado Christian




A Minha Opinião:

Li. Sorri. Deliciei. AMEI! Uma história verídica extraordinária, esplêndida, tocante, ternurenta, comovente!

Ace e John, dois amigos australianos, encontravam-se em Londres a trabalhar numa loja chamada Sophistocat e viviam num apartamento por cima desta loja. Foi nesta cidade que compraram um leão. Passava-se no ano de 1969. Nessa altura, era permitido comprar animais exóticos. Deram-lhe o nome de Christian.

(Ace à esquerda e John com Christian em Londres)


E o que aconteceu depois? Como conseguiram arranjar espaço para Christian? Como o criaram? Foi perigoso? Alguma vez o leãozinho os atacou? Como foi desenvolvida a ligação entre os dois com o leãozinho? Como foi que todos se interagiram?

(John a brincar com Christian)


E o que fizeram estes donos ao Christian quando este cresceu/ficou cada vez maior? Que decisões tomaram?
Já toda a gente sabe, graças ao Youtube, decidiram devolver a liberdade ao Christian.

(John à esquerda e Ace com Christian em África - Quénia/Kora)


Como foi a reacção do leãozinho ao chegar à África? Como decorreu a reabilitação deste? E os donos como reagiram, se estes já estavam tão ligados ao Christian e vice-versa?

Foi o George Adamson que o reabilitou, a mesma pessoa que tinha reabilitado a leoa Elsa (ver o filme “Uma Leoa chamada Elsa” – aqui).



(duas fotos acima: George com Christian)


Recomendo altamente a leitura, conheçam este maravilhoso e dócil Christian, este leaozinho que abraçava e pedia colo aos donos!





Actualmente:

Ace e John continuam vivos, já ambos velhotes.

(Ace à esquerda e John)


Anthony Bourke nasceu em Sydney em 1946. Tornou-se um dos principais curadores de arte da Austrália, sendo pioneiro em arte aborígine e especialista em arte colonial, e realizou várias exposições aclamadas pela crítica. Ace espera se dedicar novamente a projetos de preservação da vida selvagem e ajudar a resolver questões urgentes relativas ao meio ambiente. Atualmente, vive em Sydney com seus dois gatos.

John Rendall é australiano e divide seu tempo entre Londres e Sydney. John continua seu compromisso com a George Adamson Wildlife Preservation Trust e é membro da Royal Geographical Society, em Londres. Trabalha como relações públicas em turismo, concentrando-se em projetos de preservação, hospedagens e reservas ambientais na África. Os três filhos de John compartilham sua paixão pela vida selvagem e preservação da natureza.


Outras Opiniões:

Aqui #1 (da Carla Martins do blog "Leitura (mais que) Obrigatória")
Aqui #2 (da Canochinha do blog "Estante de Livros")
Aqui #3 (da JM do blog Favourite Readings)

sábado, 24 de outubro de 2009

Casamento em Veneza



A minha Opinião:

Terminei-o ontem… Que dizer acerca deste livro?

Tudo começa em torno de um colar, pertencente a uma Imperatriz viúva da China – a Dama do Dragão Cixi que governou a China. Quando esta morreu, o colar foi enterrado juntamente com ela, e em seguida foi roubado por tropas revolucionárias que invadiram a sua sepultura… até que foi parar às mãos da Lily Song, uma mulher asiática, que vive em Xangai. Como é que lhe foi parar? O que vai fazer a Lily com este colar? O que lhe vai acontecer? Haverá traições, perseguições, e até mortes... No meio disto tudo, vai haver romance, mas sobretudo para a Precious – a prima da Lily que vive em França…

A sensação que tive no decorrer da leitura é o mesmo que ver um filme de aventura, tipo Walt Disney, e comer pipocas em simultâneo. Trata-se de uma história fraquinha, nada extraordinária, facílima de prever e também exagerada. Soube desde o princípio quem era o vilão ou assassino.

O que valeu foi a escrita, fluída e agradável… Dava por mim a ler sessenta páginas numa hora, verdadeiramente entretida. E também, o humor ajudou a animar a história, graças às Tias da Precious - a Grizelda e a Mimi. São umas tias especiais!

Apesar da leveza da história, da grande previsibilidade, de algumas partes exageradas e do absurdo final cor-de-rosa, gostei de presenciar estas intrigas e aventura e também “viajar” para Xangai, França e Veneza.

Classificação: 3/5 (Dispensável, mas um bom entretenimento de leitura que prende do ínicio ao fim)

Outras opiniões:
Aqui #1 (do blog BiblioMigalhas)
Aqui #2 (do blog Vidas Desfolhadas)


[O meu obrigado colorido para ti, Migalhas!]

domingo, 18 de outubro de 2009

Abismo


Para ler a sinopse, clique aqui

A minha opinião:

Este livro prendeu-me deste o princípio até ao fim, um thriller muito bem estruturado, original e inteligente, mas não correspondeu às minhas elevadas expectativas.

Sob a superfície do mar, debaixo da plataforma petrolífera, a três mil metros de profundidade, foi construído no leito oceânico, um Centro de Exploração e Recuperação com 12 pisos protegido por uma cúpula, onde estão os cientistas e técnicos a trabalhar, e também os militares do Governo a fazer vigilância e controlo. Alguns destes ocupantes começam a manifestar sintomas estranhos - simples fadiga a episódios psicóticos violentos. Então, tiveram que arranjar um médico especializado para detectar a causa destes sintomas. É com este médico que vamos seguir a história. Tudo o que se passa neste Centro é altamente confidencial… Dizem que encontraram vestígios da antiga Atlântida... Será verdade? Ou mentira? Afinal, o que andam a fazer? Porque tanto secretismo?

Foi um prazer ler este livro. É o tipo de história que me interessa, de facto! Adoro ficcão cientifica! Contudo, devo confessar que foi uma leitura em que exigiu muito da minha concentração… Não se trata de uma história fácil! Esta gira em torno da medicina, matemática, física e geologia, ou seja, centra-se fortemente na investigação científica, na forma como os cientistas trabalham, investigam e descobrem, até os dialógos são cientificos… É verdade que são temas difíceis, mas o autor tem uma grande habilidade de explicar/descrever estas ciências, de clarificar estas investigações numa linguagem bastante acessível para todos. Apesar de ter gostado deste desenrolar da história, do ambiente de investigação, das explicações cientificas e do desenlace final, achei que faltava muitas coisas que poderiam ter tornado a história ainda mais emocionante e inesquecível…

Eis os quatro pontos negativos: os tais sintomas não são muito assustadores (esperava que fossem piores, tipo sanguinários e medonhos!); a história tem pouca acção (só a poucas páginas do final, é que apresenta uma acção QI); não senti nenhuma ligação próxima com as personagens (são superficiais como se as estivéssemos a ver no filme e/ou na série); e não senti nenhuma claustrofobia ou pontadas de terror porque estive demasiado ocupada com os cientistas a desvendar estas causas, a compreender os conceitos científicos, etc.

Se tivessem feito o filme baseado deste livro, eu teria dito: “Não leiam, mas vejam o filme!”. Daria um belo filme, mais claustrofobia e terror, um thriller de cinco estrelas!

Para finalizar, tenho uma nota a dar aos leitores que adoram Arqueologia: não vão encontrar nada sobre Atlântida.

Gostei!

Classificação: 3/5 (Interessante)


Sobre o autor:

Lincoln Child é analista de sistemas e ex-editor, responsável pela publicação de numerosas antologias de narrativas sobrenaturais.
Lincoln Child é co-autor, juntamente com Douglas Preston, de uma série de romances de enorme sucesso, que têm por protagonista o agente especial do FBI Pendergast. Entre esses romances, contam-se, para além de Enxofre, que assinala o início de uma espantosa trilogia, Relic, Mount Dragon, Reliquary, Riptide, Thunderhead, The Ice Limit, Still Life with Crows, The Cabinet of Curiosities e Dance of Death. Estes dois últimos serão brevemente publicados pela Ulisseia.


Até agora, considero o livro “Relíquia” – a minha opinião - aqui, o melhor deste autor em par com o Doulgas Preston, pois foi o que mais me meteu medo, uma história verdadeiramente aterrorizador e impressionante.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Clube de Tricô de Sexta à Noite




A minha opinião

Gostei muito deste livro. Surpreendeu-me bastante pela positiva!

No inicio, quando vi esta capa e o titulo, fiz um “esgar” de rejeição. O meu primeiro pensamento foi: “Uma história fútil sobre o tricô!” Mas algo me impulsionou para ler a sinopse e foi o que me fez exclamar depois: “Quero ler!”. Tratava-se, pois sim, de uma história sobre mulheres!

Na contracapa: "(...) Com o pretexto de fazer tricô, mulheres extremamente diferentes entre si fazem uma pausa nas suas vidas atribuladas e partilham segredos, angústias e expectativas. Mas quando o impensável acontece, estas mulheres vão descobrir que o que criaram não é apenas um clube de tricô mas uma verdadeira irmandade.”

E, assim foi, conheci estas mulheres. Todas magníficas em letras maiúsculas! Não eram fúteis ou ocas, mas todas interessantes e criativas. Encantei-me com este clube. Foi uma delícia de estar com elas, a acompanhar o trabalho de tricô que elas faziam (apesar de não saber o significado dos termos de tricô como liga de meia ou liga de ponto) e também acompanhar as outras que não o faziam mas que apareciam no clube para fazer outros trabalhos como fazer a tese sobre este tema, e a escutar os seus risos, dúvidas e desabafos…

As surpresas são muitas e devo dizer bem reais. Como por exemplo, a construção de amizades entre pessoas diferentes que, à primeira vista não se reajam bem umas com as outras, mas que à medida se vão conhecendo, acabam por serem as melhores amigas!

Esta história deu magia às agulhas de tricô e aos fios de lã. E agora, não se riem, inscrevi-me para as aulas de tricô! Eu que não sou daquelas mulheres que se maquilham e usam unhas pintadas ou malas enormes... É incrivel como um livro é capaz de nos fazer...! (Já experimentei com uma caneta a servir-se de agulha e um fio de cordel... Esta técnica parece-me muito gira! A ver vamos se resulta comigo! E depois, passarei a participar em encontros de tricô.)

Para finalizar, recomendo a leitura a todo o tipo de mulheres, desde as maria-rapazes às feministas e intelectuais! É uma história madura, realista, bem construída. E também nos permite pensar sobre a vida, o amor, as segundas oportunidades e perdão.

Excertos:

Vou deixar aqui sublinhado o diálogo entre uma personagem e o padre. Fez-me pensar...

pág. 334/335

«- (…) E parece-me tão injusto. Irreal. Só quero saber porque é que isto me aconteceu.
Esperou, expectante. O padre olhou para ela, pensativo acenando com a cabeça.
- Bem – disse ele – Não sei. Mas sei que não foi por ter feito nada de mal, se é nisso que está a pensar. Não é uma coisa que mereça.
- Não é, pois não?
- Não, não é. – o padre abanou a cabeça – Desde já lhe digo que não conheço todas as respostas de que anda certamente à procura. Não sou Deus. Mas posso dizer-lhe algumas coisas em que acredito.
- Por favor.
- Acredito que, por vezes, os problemas de saúdes acontecem simplesmente… não são testes cósmicos, não são nenhuma vingança por todas as coisas más que as pessoas fizeram ao longo da vida. – disse ele – Não são uma forma de impor moral ao universo. É simplesmente uma falha no sistema.
- Sim e…
- E eu acho que Deus chora quando sofremos, chora connosco e apoia-nos. Mas também acho que não interfere e nos deixa resolver as coisas sozinhos. Deixa os médicos fazer o que lhes compete. Deixa o nosso corpo curar-se por si.
- E se não curar?
- Nesse caso, recebe-nos de braços abertos. Deus não tem nada a ver com o corpo, sabe, tem a ver com a tua alma.
- Quer dizer que, se rezar com fervor, melhoro?
- Não, não, não é nada disso que estou a dizer. Rezar não é nenhuma forma de apólice divina. É simplesmente um meio de comunicar, de abrir o coração.
- Segundo, essa definição, uma conversa honesta com quer que seja é uma forma de oração.
O padre deu um toquezinho no nariz. – Acertou em cheio.»

Outras opiniões:

Aqui #1 (da marcia)
Aqui # 2 (da Bauny)
Aqui #3 (do Draco)

Sobre a escritora:

Kate Jacobs deixou o Canadá para ir estudar na Universidade de Nova Iorque, cidade onde viveu durante dez anos e trabalhou para diversas publicações. Actualmente, vive no Sul da Califórnia com o marido. O Clube de Tricô de Sexta à Noite é o seu primeiro romance e foi um bestseller internacional, tendo sido publicado em vinte países.






Informações:

Esta obra está, de momento, a ser adaptada para o cinema, com Julia Roberts no papel principal.
Já estou ansiosa para ir ver o filme, ainda por cima, com a minha actriz preferida!!! Quem será o actor que irá fazer o papel de James? Denzel Washington? Ou Will Smith? Penso que o Denzel iria ficar muito bem com a Julia, embora o Will seja o meu actor favorito! E a filhota da Georgia, a Dakota, qual é a menina que vai fazer esse papel?


Tricô:


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Doçura da Chuva



Sinopse:

Kara Whittenbrook tinha uma vida privilegiada. Filha de dois ambientalistas famosos, cresceu entre a selva amazónica e os melhores colégios da elite americana.

Com a morte dos pais num acidente de aviação, torna-se herdeira, não só de uma enorme fortuna, mas também de um segredo que abalará por completo o seu mundo - o facto de ter sido adoptada.

Decidida a encontrar os seus pais biológicos, Kara parte para o Nordeste da Califórnia (Florida), onde conhecerá Ben Thocco, um rancheiro que vive rodeado de gente singular.

Em pouco tempo, ela fará parte de um universo diferente, que lhe abrirá as portas de um amor inesperado e de amizades genuínas, e a ajudará a tomar as mais difíceis decisões...

Em A Doçura da Chuva, Deborah Smith dá-nos a conhecer uma galeria de personagens cativantes, que nos envolvem e nos levam a reconhecer nos pequenos gestos do quotidiano as fontes da alegria e da felicidade.

“Uma história belíssima que se lê a bom ritmo. As personagens são encantadoras; dá vontade de as abraçar.” Romance Reviews Today

Deliciosamente emocionante.” All About Romance

“Uma viagem de autodescoberta que nos mostra o amor sob diferentes perspectivas. É um livro profundamente mágico.” Romantic Times


A Minha Opinião:

Amei esta história, estas personagens ultra-especiais Mac, Lily, Joey e outros, o cabelo ruivo e as proezas fantásticas de Kara, o rancho do Ben Thocco, a grande égua Estrela, a arara azul domesticada de Kara… Foi uma leitura deliciosa, comovente, tocante e sobretudo vitoriosa!

Devorei o livro sem dar por isto, deixei-me levar pela fluidez perfumada e doçura da escrita, até que me senti embaraçada a ler na rua pois a emoção era tanta que não conseguia reter as lágrimas ou evitar-me de sorrir orelha a orelha de tão feliz…!

A história gira em torno de Kara. Tudo começa com a morte dos pais desta e depois a descoberta de ter sido adoptada pelos mesmos e também o facto de os seus pais biológicos serem deficientes mentais. Como reagiu Kara? O que vai ela fazer? O que lhe irá acontecer quando encontrar os seus pais biológicos?

Kara vai parar ao rancho do Ben Thocco, deste homem de sangue índio seminole que tem um irmão com Síndroma de Down, pois é ali que trabalham os seus pais biológicos. A partir daí, haverá magia, ternura, amizade, amor… e muitas surpresas!

Também devo falar da Estrela: era uma égua muito especial, diferente de todos, os da sua especie equina! Foi maltratada e tinha uma cicatriz no focinho causada pela violência... Ia ser virada para comida de cão pois foi posta à venda no leilão para esse fim. Felizmente, foi salva por estes seres especiais, de almas tão puras e de grande coração! A forma como ela foi salva pelos deficientes, fez-me emocionar deveras! E o que a Estrela fez depois?

Para finalizar, encontrei no decorrer da leitura frases sábias, simples mas carregadas de verdade. Devia ter sublinhado, pois agora não as encontro.

Classificação: 5/5 (Amei deliciosamente!)


Outras Opiniões:

Aqui #1 (do blog "Estante de livros")
Aqui #2 (do blog "planetamarcia")
Aqui #3 (do blog "as leituras da Fernanda")

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um Grito na Noite


Título: Um Grito na Noite
Autor(es): Higgins Clark, Mary
Pág.: 340
Editora: Livros do Brasil
Colecção: Vida e Aventura
Número: 64
Ano: 1982




A Minha Opinião:

Confesso que cheguei a um ponto de ter ficado irritada com a personagem principal devido às suas fraquezas e medo… Estive para desistir o livro até que ela se revolveu reagir e, a partir daí, não tenho parado de ler, numa ânsia desenfreada de saber o desfecho!

O facto de ter ficado irritada com a Jenny, foi pelo facto de ter lido a sinopse do livro (tem uma frase bem sublinhada que revela o conteúdo de toda a história) e assim ter ficado a saber... Se não tivesse lido, teria levado mais tempo a perceber e teria ficado mais rendida ao desenrolar da história… o suspense seria mais apetecível e a Jenny mais suportável e compreendida!

Felizmente, a sinopse não estragou tudo, só no único senão que foi de saber quem era o mau ou a má da fita. Apesar da revelação, houve pequenas surpresas. E não faltou doses de terror que a MHC tão bem sabe descrever!

Assim, peço que, quem tiver este livro ou se pedir a alguém emprestado, não leiam a sinopse!

Este não é definitivamente um dos melhores da MHC nem é um dos piores. Mas gostei, é uma história bem contada e surpreendente, com suspense garantido de alto nível.

Classificação: 3/5 (teria dado um 4 se não fosse a sinopse)


Sinopse (criada por mim):

Deixem-vos entrar neste mistério sem expectativas. Conheçam simplesmente a Jenny MacPortland, uma linda mulher de olhos verdes e cabelos negros, divorciada e mãe de duas filhas pequenitas. Ela trabalha numa galeria de Artes. E conheçam o Erich Krueger, um homem loiro e de olhos azuis, que é um famoso Artista, pintor de quadros encantadores, cheios de sensibilidade e ternura. Acompanhem estas personagens até à Mansão... lá irão acontecer coisas inimagináveis, sobretudo para a Jenny, o que ela irá sofrer... haverá momentos de terror e suspense... Será sobrenatural? Paranóia psicologica? Sonambulismo? Ou outra coisa? A revelação final é... chocante!

domingo, 6 de setembro de 2009

O Vigilante



Título: O Vigilante
Autor(es):Waters, Sarah

Pág.: 448
Número: 34
ISBN: 972-53-0316-4
Ano: 2006



FINALISTA DO BOOKER PRIZE 2006

Depois de três romances onde retratava com mestria a Londres victoriana, Sarah Waters decide avançar no tempo e mergulhar a fundo na década de 40, com os seus bombardeamentos aéreos, ruas em black-out, perigos sempre à espreita e amores muito pouco lícitos.
Terno e trágico, construído de forma original e arrebatadora, O Vigilante é, acima de tudo, uma obra sobre as relações humanas, em toda a sua complexidade e riqueza, e com um lado inesperado quanto baste.
Mais uma obra brilhante e envolvente desta escritora que tão bem nos sabe conquistar.


«Uma escritora brilhante…os seus leitores acreditarão em tudo o que lhes diga» - A.N. Wilson


A Minha Opinião:

Surpreendeu-me muito pela positiva! O desenrolar da história em si, os personagens, a riqueza dos sentimentos. Uma escrita envolvente, nítida, palpável…

A história passa-se na década 40 (durante e depois da 2ª Guerra Mundial) em Londres. Sabe-se que esta cidade foi bombardeada pelos alemães. As casas assim como os monumentos históricos foram destruídos e morreram muitos inocentes.


Mas os sentimentos estão em primeiro plano, sendo a 2ªGuerra Mundial como pano de fundo.

Centra-se na vida de quatro pessoas londrinas: Kay, Helen, Vivien e Duncan. Fala de relações humanas, dos sentimentos e das mentalidades daquela altura. Aborda temas como homossexualidade, infidelidade e aborto.

Kay e Helen eram mulheres que amavam mulheres, ambas fisicamente antagónicas, a primeira masculina e a segunda feminina. Vivien era amante de um homem casado e passou por horrores do aborto. E, Duncan, irmão da Vivien, foi preso durante a 2ª Guerra Mundial. Estas quatro pessoas, todas diferentes e complexas, não se enquadravam naquele tempo…

Achei as descrições impressionantes. Deu-me sensação de estar na 2ª Guerra Mundial, com estas personagens, a ouvir os apitos ou o grito dos Vigilantes, a ver as casas arderem ou a serem esventradas, a respirar o caos preto, as mortes… E, acima de tudo, senti o medo/pânico destas personagens, pois podiam ser atingidas em qualquer momento pelas bombas aéreas dos alemães! Quanto aos sentimentos, achei-os tão ricos e verdadeiros! Uma carga psicológica surpreendentemente real e bastante atingivel.

A história tem um desenrolar de acontecimentos bastante original: começa no pós Guerra e depois se vai recuando até à 2ªGuerra Mundial. Tem três partes: a primeira - ano de 1947, a segunda - 1944 e a terceira - 1941. No entanto, há sempre surpresas/reviravoltas ao longo do livro, mantendo-se o suspense que nos faz agarrar e também a afeiçoarmos às personagens.

Este livro foi inspirado através de vários livros não-ficção. Sarah Waters é uma autora a ter atenção!

Classificação: 6/5 (ultrapassou a escala normal de 1 a 5, é o meu livro de eleição!)


Sobre a Escritora:

Sarah Waters nasceu no País de Gales em 1966 e é doutorada em Literatura Inglesa. Em 1998 recebeu o prémio New London Writers. Em 2000 recebeu o prémio do Sunday Times para jovens escritores e o prémio Somerset Maugham, ambos por Afinidade. O romance Falsas Aparências foi ainda finalista do Booker Prize. Foi considerada pela prestigiada revista Granta uma das 20 jovens escritoras britânicas mais promissoras.



Publicados em Portugal pela Editora Bizâncio:
Afinidade
Falsas Aparências
O Vigilante
Toque de Veludo

domingo, 23 de agosto de 2009

Nunca me Esqueças


(para ler a sinopse, clique aqui)


A Minha opinião:

Antes de iniciar a esta leitura, li opiniões da blogsfera, bastante favoráveis, os quais diziam que se tratava de um excelente romance histórico sobre uma grande mulher, uma história verídica. Segundo elas, a capa, a sinopse e o invólucro (saco de renda branco com bolinhas prateadas) eram enganadores...! Todas as opiniões falaram da colónia penal, da deportação desta mulher à Austrália e das adversidades por que ela passou, mas não mencionaram para além disto! Assim, somando a capa “romanceada”, o invólucro horrível e as opiniões resumidas, fui adiando o momento para o pegar. Se me tivessem dito de quem era esta mulher, eu teria pegado imediatamente no livro!

Agora, deixem-me falar um pouco desta heroína: era uma rapariga camponesa, de aparência simples, cabelos encaracolados escuros e olhos cinzentos. Uma verdadeira maria-rapaz, bastante inteligente e curiosa, convivia-se mais com rapazes – gostava das coisas que eles faziam como por exemplo brincar com o papagaio de vento e correr, deliciava-se a escutar as conversas dos homens sobre viagens marítimas, guerra e outros assuntos. Era uma rapariga que ansiava por aventuras em vez de casar e ter filhos e não tinha medo de nada! Um dia, partiu da sua terra natal – Fowey (Cornualha), deixando para trás a sua família: pais e irmã assim como a segurança e conforto da casa, em busca de uma vida mais emocionante noutras paragens.

No entanto, Mary Broad foi presa por roubo, precisamente, poucas semanas antes de fazer 20 anos de idade! Como é que chegou a este ponto?

Naquele tempo, nos finais do século XVIII, os castigos impostos aos prisioneiros eram muito severos, mesmo aqueles que tinham roubado uma centelha de comida ou uma miséria de roupa - por exemplo um lençol, eram mandados à forca. No caso da Mary Broad, era para esse fim, mas calhou-lhe ser deportada para Austrália.

Como foi a viagem de Inglaterra àAustrália? Como foram tratados os prisioneiros? Como foi a colónia penal? O que fez Mary Broad? Como é que esta mulher enfrentou as adversidades e conseguiu ultrapassá-las?

Desde a parte do livro, em que a Mary Broad fugiu da colónia, juntamente com outros prisioneiros e os seus dois filhos, deslocando num pequeno barco por mares desconhecidos, não tenho conseguido parar de ler, de tão nervosa estava, fazendo forças para que conseguissem chegar sãos e salvos a uma terra! A ideia e a organização desta fuga foram inteiramente dela, graças à sua inteligência, perspicácia e determinação. Mas foi, acima de tudo, o amor que tinha aos seus filhos que a impulsionou para a fuga. A colónia penal não era um sítio para os filhos crescerem – só lendo, saberão porquê! A fuga foi terrível: passaram por tempestades, ataques dos indígenas, fome... E conseguiram? Ou não?

Mary Broad conquistou o meu coração assim como conquistou os corações dos outros e de toda a Inglaterra daquela altura quando a sua fuga foi divulgada nos jornais.

A escrita é bastante fluente e envolvente, o que ajudou a tornar a história ainda mais emocionante e comovente, de derramar as lágrimas!

Entrem no livro e seguem o rasto de Mary Broad, desta mulher fabulosa, que NUNCA DEVE SER ESQUECIDA!

Adorei!

Classificação: 5/5


Sobre a Escritora:

Lesley Pearse é autora de uma vasta obra já traduzida para mais de trinta línguas, tendo vendido cerca de três milhões de exemplares. A própria vida da escritora é uma grande fonte de material para os seus romances, quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária.



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Filha do Pescador


(Para ler a sinopse, clique aqui)


«Recheado da mais saborosa comida, pleno de paixão e mistérios, A Filha do Pescador decorre numa cidade com tanta personalidade que não é difícil perdermo-nos nas suas ruas, esplanadas, mercados e pizarias, que constituem, afinal, o mundo de Raffaella, e tornarmo-nos numa pequena parte do interminável espectáculo da sua vida.»



A Minha Opinião:

Escolhi este livro para leituras de Verão porque adoro Itália, a comida e o povo italiano. Foi uma boa selecção. Gostei!

É uma história que se passa numa vila italiana - dividida em duas partes: a pequena e a grande Triento. Envolve várias personagens como uma novela italiana. As personagens como a Rafaella – filha de um pescador com uma estonteante beleza mediterrânea mas bastante ingénua e a Carlotta – filha de um jardineiro que esconde uma tristeza profunda, cativaram-me inteiramente.

Esta história não tem nada a ver com o outro livro que li “Caffé Amore”, embora a escrita tenha a mesma simplicidade e leveza. Achei-a mais dinâmica e interessante. Desenrola em torno da construção de uma estátua de Cristo no topo da montanha em que irá causar conflitos entre classes sociais…

A descrição deste povo italiano com os seus costumes, tradições e mexericos é impressionante.

Há alegrias e tristezas, há festas e mortes, há generosidades e ódios, há amizades e inimizades, há amores e desamores… Este livro pinta a Vida e transforma-a em carne e osso. Nada é perfeito. Não há respostas para tudo. A Vida encontra-se permanentemente envolta em mistério.

Há um único senão que me desiludiu: esta vila Triento só existe na imaginação da autora. Mas a estátua desta história foi inspirada da estátua de outra vila: Maratea. As características desta estátua e a do livro são idênticas.





A história assim como os personagens são totalmente fictícios. No entanto, vi dois filmes verídicos de origem italiana: Malena (sinopse - aqui; trailler - aqui) e Respiro (sinopse - aqui; trailler - aqui) .

E assim, devo dizer que as personagens construídas no livro, por exemplo a beleza e a ingenuidade de Rafaella e os pescadores, não estão muito longe da realidade.

Classificação: 3/5 (Vale a pena ler!)


Biografia da Escritora:

Nicky Pellegrino nasceu em 1964 e cresceu em Inglaterra, mas passou os verões da sua infância no Sul de Itália. Vive actualmente em Auckland, na Nova Zelândia, onde trabalha como editora da New Zealand Weddings.
Na ASA foram já publicados com grande sucesso os seus romances:
- Caffè Amore,
- A Filha do Pescador
- A Noiva Italiana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Menino e o Cavalo


A extraordinária viagem de um pai para curar o filho



Sinopse:

Rupert Isaacson tinha sonhado o melhor para o filho, imaginava as brincadeiras, as conversas, os passeios… Depois de Rowan nascer, porém, começou a perceber que o seu sonho nunca se iria realizar. O menino não falava, não reagia, refugiava-se no seu mundo, fechado numa concha invisível. Era autista.

O Menino e o Cavalo é a história real, extraordinária, de um pai que vai até aos confins do mundo para curar o filho. É a aventura de uma família única, que arrisca tudo, movida por uma fé inabalável. E que, nas distantes estepes da Mongólia, consegue finalmente o milagre de abrir a concha, e entrar no mundo misterioso de Rowan.



A Minha Opinião:

Terminei o livro com olhos embaciados e coração embebido de ternura… Uma história verídica simplesmente fenomenal, emocionante e triunfante!

Prendeu-me desde as primeiras páginas, uma escrita tão fluente e límpida, com deliciosas descrições da Natureza e dos cavalos e, acima de tudo, da luta e do Amor dos pais para o bem do seu filho autista.

O livro começa com um encontro amoroso entre Rupert e Kristin, num país bastante longínquo dos seus países de origem, na Índia. E depois, casaram-se e anos mais tarde, veio o Rowan, fruto dos dois.

Antes do nascimento de Rowan, Rupert ainda trabalhou em África do Sul, ao lado dos xamãs africanos, ajudando-os a recuperar as suas terras que lhes foram tiradas para as minas.

Já Rowan com três anos de idade e com o autismo recentemente diagnosticado, estes xamãs da África visitaram os EUA, a fim de pedir apoio ao Estado para a recuperação das suas terras, e Rupert decidiu levar o filho aos xamãs para ser observado e ser tocado... Para o meu espanto, os rituais destes xamãs, com danças, tambores, cantos, deram resultado! Houve mudanças surpreendentes em Rowan… Mas os efeitos milagrosos duraram pouco tempo.

Um dia, Rowan escapou-se à vigilância do seu pai e invadiu no rancho do vizinho, atirando-se depois para debaixo de uma égua, mesmo próximo dos seus cascos... E o que aconteceu? Rowan foi pisado? A égua deu-lhe coices? Não vou contar! Achei lindo, impressionante, comovente! Rupert descreveu estas cenas que são de tocar o coração!

A seguir, o pai Rupert, sendo treinador e amador de cavalos, experimentou a montar com o filho, os dois acima da égua. E fez-me sorrir, emocionar, arrepiar... O Rowan extasiava-se, ria-se! Pedia mais e mais, o galope! E começava a comunicar correctamente...

Contudo, aos cinco anos de idade, o seu estado de autismo agravou-se de mal a pior, mesmo com passeios diários a cavalo...

Os resultados que o Rowan teve com xamãs africanos não foram esquecidos e Rupert teve então uma ideia LOUCA, escutando a sua forte intuição: levar o filho aos xamãs do povo das Renas da Mongólia, fazendo percursos a cavalo durante muitos dias, passando pelas montanhas, rios, pântanos…!

Foi uma aventura SOBERBA, DIVINAL que presenciei literalmente com esta família absolutamente FANTÁSTICA na Mongólia. Fiquei a saber mais coisas sobre este País remoto: a História no tempo da invasão soviética e o que estes Russos faziam aos xamãs, a natureza - os lagos purificantes, os cavalos selvagens da Mongólia, as Renas e outros animais, os gers, o Xamamismo. E o Rowan? Que lhe aconteceu? Como ficou depois desta viagem?

Aqui estão algumas fotos que também se encontram no livro:






Adorei! Adorei!

Classificação: 5/5


Outras Opiniões:

Aqui #1 (blog:Leituras e Outras Aventuras)

domingo, 26 de julho de 2009

E Depois...





Sinopse:

E se alguém lhe dissesse que ia morrer?

Nova Iorque, terraço do Empire State Building, página 33:

"- Nathan, repara no rapaz do anoraque laranja.
- Caramba, Garrett, porque é que devo olhar para ele?
- Porque ele vai morrer.
Em menos de um minuto, o adolescente dá um tiro na cabeça".

É assim que Nathan Del Amico, um brilhante advogado nova-iorquino, descobre o estranho dom de Garrett Goodrich. Quem é Garrett Goodrich? Um reputado cancerologista, director de um importante centro de cuidados paliativos. Não parece ser um iluminado, mas diz-se capaz de prever a morte. Diz ter "uma missão": acompanhar aqueles que vão morrer até às fronteiras do outro mundo, para que deixem a vida em paz consigo mesmos. Perturbado, Nathan compreende que Garrett entrou em contacto com ele para o preparar a morrer. Numa corrida contra o tempo, Nathan tenta reparar os seus erros passados. Mas será que podemos, no espaço de alguns dias, reconstruir toda uma vida?


A minha Opinião:

ADOREI…! É definitivamente um dos meus predilectos livros, não o melhor em termos de literatura mas que teve bastante significado para mim.

A sinopse diz tudo. Quem é realmente Garrett Goodrich? O que é sentir quando se sabe que vai morrer? Como agir ou como resolver todos os erros pessoais numa corrida contra o tempo?

«Guillaume Musso apresenta-nos um romance denso, mágico, envolvente, que aborda temas graves com uma leveza surpreendente. Verdadeiro hino à vida, é ainda uma formidável história de amor entre um homem preso no turbilhão da ascensão social, a mulher que ele quer reconquistar e uma filha por quem tem de viver a vida dela forma mais intensa possível»

Geralmente, quem está condenado, desperta para a Vida, vê-a com outros olhos, dá mais atenção às pessoas que mais ama, valoriza grandemente as coisas insignificantes, reconhece os seus erros mais profundos… Durante esse período de Despertar, vê finalmente o verdadeiro significado da Vida e do Amor.

É o que este protagonista que irá passar. No inicio, vai ter medo, um medo sufocante (é normal em relação à Morte, todos o temos), mas depois irá agir… Adorei a forma como este personagem passou, sentiu, lutou, reconheceu, enfrentou, solucionou… porque depois viu finalmente toda a força da VIDA e do AMOR, a tamanha beleza que está mesmo debaixo do nosso nariz, a parte mais emocionante e mais linda deste livro!

Ao contrário de alguns leitores, não achei esta história deprimente. É verdade que a Morte está bem patente nesta história, marca uma presença forte. Mas é precisamente isto que faz parte da Vida. Por isso, para aqueles que ainda não o leram ou que estão a começar a ler, há que ganhar coragem para este tipo de leitura e assim irão ver o que a história tem para vos dar.

Quanto ao final desta história, adivinhei… TUDO!

Classificação: 4/5 (apesar da classificação, este livro é um dos meus preferidos)


Outras opiniões:

Aqui #1 (do blog Estante de Livros, da Canochinha)


Capa Brasileira:



A capa do livro devia ser esta porque é o que tem a ver com a história. Um cisne? Sim, um cisne! E este lago... Foi num lago onde Nathan salvou a mulher do afogamento há muitos anos quando ambos eram crianças. É o que começa o livro, mais concretamente, no prólogo.