segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Filha do Pescador


(Para ler a sinopse, clique aqui)


«Recheado da mais saborosa comida, pleno de paixão e mistérios, A Filha do Pescador decorre numa cidade com tanta personalidade que não é difícil perdermo-nos nas suas ruas, esplanadas, mercados e pizarias, que constituem, afinal, o mundo de Raffaella, e tornarmo-nos numa pequena parte do interminável espectáculo da sua vida.»



A Minha Opinião:

Escolhi este livro para leituras de Verão porque adoro Itália, a comida e o povo italiano. Foi uma boa selecção. Gostei!

É uma história que se passa numa vila italiana - dividida em duas partes: a pequena e a grande Triento. Envolve várias personagens como uma novela italiana. As personagens como a Rafaella – filha de um pescador com uma estonteante beleza mediterrânea mas bastante ingénua e a Carlotta – filha de um jardineiro que esconde uma tristeza profunda, cativaram-me inteiramente.

Esta história não tem nada a ver com o outro livro que li “Caffé Amore”, embora a escrita tenha a mesma simplicidade e leveza. Achei-a mais dinâmica e interessante. Desenrola em torno da construção de uma estátua de Cristo no topo da montanha em que irá causar conflitos entre classes sociais…

A descrição deste povo italiano com os seus costumes, tradições e mexericos é impressionante.

Há alegrias e tristezas, há festas e mortes, há generosidades e ódios, há amizades e inimizades, há amores e desamores… Este livro pinta a Vida e transforma-a em carne e osso. Nada é perfeito. Não há respostas para tudo. A Vida encontra-se permanentemente envolta em mistério.

Há um único senão que me desiludiu: esta vila Triento só existe na imaginação da autora. Mas a estátua desta história foi inspirada da estátua de outra vila: Maratea. As características desta estátua e a do livro são idênticas.





A história assim como os personagens são totalmente fictícios. No entanto, vi dois filmes verídicos de origem italiana: Malena (sinopse - aqui; trailler - aqui) e Respiro (sinopse - aqui; trailler - aqui) .

E assim, devo dizer que as personagens construídas no livro, por exemplo a beleza e a ingenuidade de Rafaella e os pescadores, não estão muito longe da realidade.

Classificação: 3/5 (Vale a pena ler!)


Biografia da Escritora:

Nicky Pellegrino nasceu em 1964 e cresceu em Inglaterra, mas passou os verões da sua infância no Sul de Itália. Vive actualmente em Auckland, na Nova Zelândia, onde trabalha como editora da New Zealand Weddings.
Na ASA foram já publicados com grande sucesso os seus romances:
- Caffè Amore,
- A Filha do Pescador
- A Noiva Italiana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Menino e o Cavalo


A extraordinária viagem de um pai para curar o filho



Sinopse:

Rupert Isaacson tinha sonhado o melhor para o filho, imaginava as brincadeiras, as conversas, os passeios… Depois de Rowan nascer, porém, começou a perceber que o seu sonho nunca se iria realizar. O menino não falava, não reagia, refugiava-se no seu mundo, fechado numa concha invisível. Era autista.

O Menino e o Cavalo é a história real, extraordinária, de um pai que vai até aos confins do mundo para curar o filho. É a aventura de uma família única, que arrisca tudo, movida por uma fé inabalável. E que, nas distantes estepes da Mongólia, consegue finalmente o milagre de abrir a concha, e entrar no mundo misterioso de Rowan.



A Minha Opinião:

Terminei o livro com olhos embaciados e coração embebido de ternura… Uma história verídica simplesmente fenomenal, emocionante e triunfante!

Prendeu-me desde as primeiras páginas, uma escrita tão fluente e límpida, com deliciosas descrições da Natureza e dos cavalos e, acima de tudo, da luta e do Amor dos pais para o bem do seu filho autista.

O livro começa com um encontro amoroso entre Rupert e Kristin, num país bastante longínquo dos seus países de origem, na Índia. E depois, casaram-se e anos mais tarde, veio o Rowan, fruto dos dois.

Antes do nascimento de Rowan, Rupert ainda trabalhou em África do Sul, ao lado dos xamãs africanos, ajudando-os a recuperar as suas terras que lhes foram tiradas para as minas.

Já Rowan com três anos de idade e com o autismo recentemente diagnosticado, estes xamãs da África visitaram os EUA, a fim de pedir apoio ao Estado para a recuperação das suas terras, e Rupert decidiu levar o filho aos xamãs para ser observado e ser tocado... Para o meu espanto, os rituais destes xamãs, com danças, tambores, cantos, deram resultado! Houve mudanças surpreendentes em Rowan… Mas os efeitos milagrosos duraram pouco tempo.

Um dia, Rowan escapou-se à vigilância do seu pai e invadiu no rancho do vizinho, atirando-se depois para debaixo de uma égua, mesmo próximo dos seus cascos... E o que aconteceu? Rowan foi pisado? A égua deu-lhe coices? Não vou contar! Achei lindo, impressionante, comovente! Rupert descreveu estas cenas que são de tocar o coração!

A seguir, o pai Rupert, sendo treinador e amador de cavalos, experimentou a montar com o filho, os dois acima da égua. E fez-me sorrir, emocionar, arrepiar... O Rowan extasiava-se, ria-se! Pedia mais e mais, o galope! E começava a comunicar correctamente...

Contudo, aos cinco anos de idade, o seu estado de autismo agravou-se de mal a pior, mesmo com passeios diários a cavalo...

Os resultados que o Rowan teve com xamãs africanos não foram esquecidos e Rupert teve então uma ideia LOUCA, escutando a sua forte intuição: levar o filho aos xamãs do povo das Renas da Mongólia, fazendo percursos a cavalo durante muitos dias, passando pelas montanhas, rios, pântanos…!

Foi uma aventura SOBERBA, DIVINAL que presenciei literalmente com esta família absolutamente FANTÁSTICA na Mongólia. Fiquei a saber mais coisas sobre este País remoto: a História no tempo da invasão soviética e o que estes Russos faziam aos xamãs, a natureza - os lagos purificantes, os cavalos selvagens da Mongólia, as Renas e outros animais, os gers, o Xamamismo. E o Rowan? Que lhe aconteceu? Como ficou depois desta viagem?

Aqui estão algumas fotos que também se encontram no livro:






Adorei! Adorei!

Classificação: 5/5


Outras Opiniões:

Aqui #1 (blog:Leituras e Outras Aventuras)

domingo, 26 de julho de 2009

E Depois...





Sinopse:

E se alguém lhe dissesse que ia morrer?

Nova Iorque, terraço do Empire State Building, página 33:

"- Nathan, repara no rapaz do anoraque laranja.
- Caramba, Garrett, porque é que devo olhar para ele?
- Porque ele vai morrer.
Em menos de um minuto, o adolescente dá um tiro na cabeça".

É assim que Nathan Del Amico, um brilhante advogado nova-iorquino, descobre o estranho dom de Garrett Goodrich. Quem é Garrett Goodrich? Um reputado cancerologista, director de um importante centro de cuidados paliativos. Não parece ser um iluminado, mas diz-se capaz de prever a morte. Diz ter "uma missão": acompanhar aqueles que vão morrer até às fronteiras do outro mundo, para que deixem a vida em paz consigo mesmos. Perturbado, Nathan compreende que Garrett entrou em contacto com ele para o preparar a morrer. Numa corrida contra o tempo, Nathan tenta reparar os seus erros passados. Mas será que podemos, no espaço de alguns dias, reconstruir toda uma vida?


A minha Opinião:

ADOREI…! É definitivamente um dos meus predilectos livros, não o melhor em termos de literatura mas que teve bastante significado para mim.

A sinopse diz tudo. Quem é realmente Garrett Goodrich? O que é sentir quando se sabe que vai morrer? Como agir ou como resolver todos os erros pessoais numa corrida contra o tempo?

«Guillaume Musso apresenta-nos um romance denso, mágico, envolvente, que aborda temas graves com uma leveza surpreendente. Verdadeiro hino à vida, é ainda uma formidável história de amor entre um homem preso no turbilhão da ascensão social, a mulher que ele quer reconquistar e uma filha por quem tem de viver a vida dela forma mais intensa possível»

Geralmente, quem está condenado, desperta para a Vida, vê-a com outros olhos, dá mais atenção às pessoas que mais ama, valoriza grandemente as coisas insignificantes, reconhece os seus erros mais profundos… Durante esse período de Despertar, vê finalmente o verdadeiro significado da Vida e do Amor.

É o que este protagonista que irá passar. No inicio, vai ter medo, um medo sufocante (é normal em relação à Morte, todos o temos), mas depois irá agir… Adorei a forma como este personagem passou, sentiu, lutou, reconheceu, enfrentou, solucionou… porque depois viu finalmente toda a força da VIDA e do AMOR, a tamanha beleza que está mesmo debaixo do nosso nariz, a parte mais emocionante e mais linda deste livro!

Ao contrário de alguns leitores, não achei esta história deprimente. É verdade que a Morte está bem patente nesta história, marca uma presença forte. Mas é precisamente isto que faz parte da Vida. Por isso, para aqueles que ainda não o leram ou que estão a começar a ler, há que ganhar coragem para este tipo de leitura e assim irão ver o que a história tem para vos dar.

Quanto ao final desta história, adivinhei… TUDO!

Classificação: 4/5 (apesar da classificação, este livro é um dos meus preferidos)


Outras opiniões:

Aqui #1 (do blog Estante de Livros, da Canochinha)


Capa Brasileira:



A capa do livro devia ser esta porque é o que tem a ver com a história. Um cisne? Sim, um cisne! E este lago... Foi num lago onde Nathan salvou a mulher do afogamento há muitos anos quando ambos eram crianças. É o que começa o livro, mais concretamente, no prólogo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Tigre Adormecido


(Para ler a sinopse, clique sobre a imagem)



A Minha Opinião:

Mais um livro de Rosamunde Pilcher que me agradou de ler. Que me suscitou doces gargalhadas e sorrisos de ternura.

A história gira em torno de Selina, uma rapariga de 20 anos, órfã de pais e criada pela avó materna. O pai morreu na 2ªGuerra Mundial pouco antes de ela nascer e a mãe no decorrer do parto. A avó não lhe dava referências acerca do pai nem lhe dizia qual era o nome deste. Entretanto, Selina ao folhear um livro, caiu uma fotografia e era de um homem. Por detrás desta foto, estava escrita uma mensagem dedicada à mãe dela e terminava assinado em iniciais. Guardou-a para si em total sigilo.
Cinco anos depois, o noivo dela oferece-lhe um livro. Na contracapa mostra um rosto do autor e este tem grandes semelhanças com o homem da fotografia descoberta, só que mais velho. Ainda por cima, os iniciais do nome do autor e do pai são os mesmos. Assim, Selina vai ao encalço daquele escritor…

Foi o quarto livro que li desta autora. Devo dizer que este livro está longe do nível literário de “Os Apanhadores de Conchas”. Eu diria que é um livro bebé, uma vez que foi escrito em 1968, ainda a autora era nova e tinha pouca experiência de vida. Contudo, apesar de a história estar menos desenvolvida e de conter diálogos curtos, este livro bebé desabrochou bem, exalando luz e perfume. A história está contada de uma maneira açucarada e ronronante. Gostei desta simplicidade, deu-me prazer de ler. E também gostei do ambiente e das personagens. Foi de facto uma leitura doce, especial e ao mesmo tempo engraçada.

É um livro ideal para se descontrair, passar um fim-de-semana agradável a ler sentada à sombra de uma árvore depois de uma semana de trabalho duro, ou descansar temporariamente de leituras pesadas. Lê-se num instante, são somente 200 páginas.

Classificação: 3/5