quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Pintora de Plantas




Sinopse:


Em 1774, a segunda expedição do Capitão Cook aos Mares do Sul registou uma ave até então desconhecida: o espécime foi capturado, conservado e trazido de volta para Inglaterra, onde acabou por ser entregue ao naturalista Joseph Banks. Estranhamente, nenhum outro exemplar dessa ave voltou a ser visto, nem nas Ilhas da Sociedade, onde fora encontrado, nem em qualquer outro ponto do planeta. E, mais estranhamente ainda, o espécime que Joseph Banks exibiu orgulhosamente na sua colecção também acabou por desaparecer. Se não fosse uma ilustração a cores feita pelo desenhador que viajara a bordo do navio de Cook, dir-se-ia que a Misteriosa Ave de Ulieta, como ficou conhecida, nunca chegara a existir.
Duzentos anos mais tarde, o irreverente professor John Fitzgerald recebe um telefonema suspeito de uma antiga paixão. Curioso sobre a razão do reencontro, descobre afinal que Gabriella e o seu actual companheiro têm um estranho pedido a fazer-lhe: sendo Fitz o maior estudioso da sua área, deve ajudá-los a procurar a ave embalsamada. Os motivos? Bastante obscuros. A recompensa? Deveras aliciante. A resposta? Não, o genial Fitz recusa-se a colaborar. No entanto, ao voltar para casa, descobre que a mesma foi assaltada e que o objecto da devassa eram… os seus apontamentos.

Lança-se então na tentativa de recapitular a história da ave, descobrindo pormenores surpreendentes sobre o papel de uma estranha Miss B na vida e na carreira de Joseph Banks.
Poderá ser ela a chave do mistério – chave que o leve até à descoberta da Misteriosa Ave de Ulieta?
Saltando entre dois períodos, de uma história de amor para a história de uma pesquisa científica de proporções detectivescas,este romance é simultaneamente o relato da vida secreta de Joseph Banks e a corrida quase impossível de Fitz para encontrar a ave desaparecida.


A Minha Opinião:

Descobri este livro, por acaso, estava ele pousado na montra de uma livraria pequenina. Uma capa linda e um título chamativo. E assim foi, após de ler a sinopse, a decisão de compra foi imediata e não esperei mais tempo para começar a ler este livro, deixando os outros para depois!

Foi delicioso ler este romance, tão interessante, misterioso e emocionante! Uma narrativa única com uma escrita fluente que me embalou e encantou até ao fim das páginas. Adorei seguir o percurso de investigação com Fitz e Katya em busca da Misteriosa Ave de Ulieta e ao mesmo tempo ter recuado à época de Joseph Banks quando este conheceu Miss B, possuidora de uns lindos olhos verdes que vivia com uma paixão pela pintura e natureza, muito inteligente, diferente das mulheres daquela época…

«Um policial ambicioso [...] O autor é tão realista nas suas descrições que os leitores quase conseguem cheirar e tocar as suas cenas [...] À medida que o presente e o passado começam a fundir-se em inesperados laços, o romance torna-se cada vez mais aliciante" - CLEVEND PLAIN DEALER


Fiz o vídeo-book, em dedicação ao livro que me encheu de medidas, após de ter feito pesquisa na Internet sobre o Joseph Banks e a Misteriosa Ave de Ulieta.

video


sábado, 14 de novembro de 2009

Não Sei nada sobre o Amor


Sinopse Aqui


A minha Opinião:

Só tenho duas palavras para definir esta história: enervante e deprimente.

As personagens estão bem caracterizadas assim como os seus sentimentos bem definidos e apalpáveis. A escrita é fluente que se lê bem. Mas a história em si foi o que mais me desagradou. Posso dizer que andei a ler com o fumo a sair pelas orelhas, nariz e boca. Até tive vontade de esfolar as páginas, mas não o fiz por o livro ser emprestado, foi o que valeu!

Infelizmente, este livro é o retrato fiel das mulheres portuguesas no tempo de Salazar até à actualidade. Das nossas bisavós e avós que nada sabiam sobre o Amor. Das mães que passaram pelo 25 de Abril e vivenciaram as mudanças. Até às filhas da actualidade…

Houve um único senão: o final demasiado apressado. Mas ainda bem. Fiquei muito cansada com esta leitura.

Classificação: 2/5 (esta classificação tem mais a ver com a minha apreciação à história do que pela escrita ou desenvolvimento da história)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Talentosa Flavia De Luce


Para ler a sinopse aqui


A minha Opinião:

Naquele dia, devendo-se ao meu estado de espírito nublado, fui impulsionada a ir à livraria. Comprar livros é o perfeito antídoto, um solvente invisível de sol que afasta estas emoções depreciativas. Estava eu a explorar os livros, a pegar num e a folhear noutro, quando detectei este livro. Foi a dita capa, magnífica por sinal! Uma narceja-galega morta com um selo espetado no seu bico, uma menina de tranças em pé segurando uma lupa atrás de si, e por detrás destas duas figuras erguia-se uma poderosa mansão que parecia assombrada! Pus-me a ler a sinopse e pronto. Foi uma compra imediata.

A história está contada na primeira pessoa. É a Flavia De Luce que “conta” o mistério todo. Eu diria que esta menina é um “Shelock Holmes” em versão feminina e em pequena estatura.

Flavia De Luce nutre uma paixão enorme por Química, em especial, por venenos! A forma como esta menina fala dos símbolos químicos sódio ou iodo e das reacções químicas é enternecedora. Ou antes, fascinante (talvez isto seja suspeito, é que eu tenho a mesma adoração que Flavia De Luce por elementos químicos)! Sabe o que é mais hilariante nisto tudo? É ela ter um laboratório só para si, este que pertencera ao seu tio-avô já falecido, onde pode fazer umas experiências que é melhor não saber… Coitada da irmã mais velha, o que a Flavia lhe fez, uma coisa terrível, mas nada mortal. São as chamadas pequenas vinganças… Tive umas boas gargalhadas, tipo humor negro! E, ainda mais, Flavia De Luce não abdica a sua tão especial e inseparável bicicleta que até tem nome: Gladys.
Conforme o que diz a sinopse, irá haver um homicídio. É a Flavia De Luce que vai desvendar tudo. Como não podia deixar de ser, tem uma inteligência de ouro! Soube-me acompanhá-la nesta aventura policial. O enredo todo gira em torno de selos, tema que achei interessante e original!

Houve um único senão: a excessividade de metáforas que, apesar de serem lindas e engraçadas, ao ponto de nos fazer sorrir ou enternecer, não fica nada bem para o policial. Eu queria saber como é que acabava e as metáforas só tendiam para atrasar ainda mais… Cheguei a fazer batota: saltei algumas frases de blá,blá para ir ao essencial. Desculpa, Flavia De Luce, fui impaciente. Foi incorrecto da minha parte, eu sei, devia ter apreciado cada palavra tua, mas tive uma ânsia de saber o desfecho. É que o suspense me atormenta!

Tornei-me fã da Flavia De Luce, uma heroína hilariante e engraçada. Espero que o autor construa mais uma aventura, mas com menos metáforas. E adoraria que fizessem a série televisiva com vários episódios com esta personagem.

Classificação: 3/5 (É um bom policial para divertir. Vale a pena a leitura dada a sua originalidade e riqueza literária.)